Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

18 de abril de 2019, 06h00

Santos Cruz não demonstra entusiasmo com mudança de regime do presidencialismo para a monarquia

No II Encontro Monárquico de Brasília deputado-príncipe afirmou que Mourão concorda com mudança de regime para monarquia

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Contrário a uma mudança de regime para a monarquia, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Albertos Santos Cruz, não parece disposto a uma aventura monárquica. Questionado sobre a declaração do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) semana passada de que o legado do presidente Bolsonaro seria a mudança de regime do sistema presidencialista para a monarquia, e que o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), concordaria, Santos Cruz afirma que nunca pensou sobre isso.

“Olha, eu não posso falar pelo Mourão. Não posso falar pelo príncipe. Eu vivo a realidade que nós vivemos aqui e no regime que nós estamos vivendo [temos que] colocar dinamismo. Eu não vejo nada [disso] e nunca pensei sobre isso”, finalizou.

A declaração do general foi dada na última terça na Comissão de Trabalho da Câmara. O ministro foi a convite da deputada Erika Kokay para prestar esclarecimentos sobre a divulgação de um vídeo, em uma das redes sociais do Palácio do Planalto, em defesa do golpe militar de 1964.

Na ocasião, o ministro assumiu a responsabilidade sobre o vídeo e disse que a divulgação foi um “erro de funcionário”.

Monarquia parlamentarista

Conforme noticiado pelo blog semana passada, durante o II Encontro Monárquico de Brasília, o deputado Luiz Philipe de Orleans e Bragança confessou aos presentes no evento que o que deixa legado ao país não é uma reforma na Previdência, mas uma mudança de regime, no caso do presidencialismo para a monarquia.

“Mudança no regime tem que ser o legado. Previdência não deixa legado. É isso que a gente tem que fazer. E Mourão concordou”, disse o deputado, que ocupa o 29º lugar da lista da monarquia para assumir o trono real.

Em caso de instalação de novo regime, haveria o retorno da família Orleans e Bragança ao poder. Dom Luis Gastão de Orleans e Bragança é o chefe da Casa Imperial do Brasil, primeiro na linha de sucessão ao trono brasileiro. Don Bertrand, tio de Luiz Philipe, é o segundo na linha sucessória.

O encontro dos monarquistas faz parte da iniciativa para tornar Brasília a capital do império brasileiro.


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