Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

15 de maio de 2019, 16h17

“Se preciso a polícia tem que entrar em universidades”, diz ministro da Educação

Abraham Weintraub afirmou que autonomia universitária não pode ser confundida com soberania; ministro participa de sessão no Congresso para justificar corte no orçamento de universidades federais

Foto: Luiz Macedo/Câmara dos Deputados

Enquanto manifestações explodem no Brasil contra os cortes no recurso de universidades, durante comissão geral na Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira (15), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu a presença da polícia dentro dos campi de universidades públicas. Ele voltou a dizer que a autonomia universitária não pode ser confundida com soberania.

“Entendo por que no passado foi criado essa soberania universitária, mas hoje não tem mais necessidade de a policia não entrar no campus. Por que elas [as polícias] não podem entrar no campus?”, questionou o ministro aos parlamentares.

A relação do governo Jair Bolsonaro (PSL) com as universidades federais tem sido tensa. Weintraub já sugeriu em entrevista que três instituições teriam cortes de recursos por motivos ideológicas, por terem promovido o que ele chamou de “balbúrdia”.

Na redes sociais, o ministro ironizou reitores das federais ao falar de tolerância e pluralidade. As universidades gozam de autonomia “didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial” garantida pela Constituição.

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Em uma articulação entre líderes da oposição e do Centrão, o titular da pasta foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o corte de 30% no recurso das universidades federais.

Weintraub disse que uma das prioridades do governo é investir na alfabetização. “Vamos investir na alfabetização como uma ferramenta de superação de desigualdade. Se não alfabetizar bem a população, a gente vai continuar desigual, principalmente no ensino técnico e no ensino médio.”

Ele também defendeu que os analfabetos totais já são raros, mas que a qualidade de alfabetização é “um desastre”. Por isso, ele afirmou que é necessário investir na primeira infância – creche e pré-escola.


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