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24 de julho de 2019, 17h56

Supostos hackers invadiram mais de 1000 celulares, diz PF

Polícia federal chamou coletiva no Instituto Nacional de Criminalística de Brasília, porém não abriu para perguntas de jornalistas

Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

Em coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (24) no Instituto Nacional de Criminalística de Brasília, a Polícia Federal informou que aproximadamente 1.000 contas telefônicas foram alvos dos supostos hackers. O padrão de ação deles foi identificado em dez dias pelos policiais. Depois, foram localizados os IPs dos equipamentos e feito o rastreamento do grupo. Trata-se de um bando com perfil de estelionato eletrônico, especialista em fraudes bancárias, inclusive envolvendo cartões de débito e crédito.

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Participaram da apresentação João Vianey Xavier Filho, coordenador geral de inteligência e delegado federal; e Luiz Spricigo Júnior, perito criminal federal. Em pouco mais de 15 minutos a PF apresentou 10 slides e ao final disse que não abriria para perguntas de jornalistas justificando que as investigações ainda estão em andamento.

A PF informou que todos os números alvos de ataque serão identificados. Segundo João Vianet, a Anatel será comunicada sobre as características técnicas do ataque para ajudar na identificação.

As prisões ocorreram nesta terça em São Paulo. De acordo com o juiz Vallisney de Oliveira, de Brasília, que autorizou a operação, há “fortes indícios” de que os suspeitos formaram uma organização criminosa para violar o sigilo de autoridades.

Conforme a investigação, o grupo usou uma brecha no aplicativo Telegram. O advogado de um dos presos disse que seu cliente viu, no celular de um amigo também detido, mensagens que seriam de Moro.

A PF fez buscas em diversos endereços e apreendeu R$ 100 mil na casa de um dos presos. Além disso, afirma ter identificado movimentações suspeitas nas contas de dois dos quatro detidos: transações de mais de R$ 600 mil feitas entre março e junho.

Moro insinua relação com Intercept

Chefe da Polícia Federal, o ex-juiz e ministro da Justiça está sendo duramente criticado no Twitter após festejar a prisão de quatro supostos hackers que teriam invadido seu aparelho celular. Na publicação, Moro insinua a relação dos suspeitos presos como “fonte” das reportagens divulgadas pelo site The Intercept e outros veículos da imprensa.

“Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime”, tuitou Moro, insinuando a relação dos suspeitos presos como “fonte” das reportagens divulgadas pelo site The Intercept e outros veículos da imprensa.


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