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20 de maio de 2019, 13h48

Talíria Petrone vai a escritório da ONU denunciar política de segurança pública de Witzel

Entre os meses de janeiro e março deste ano, 434 pessoas foram mortas pela força policial do estado do Rio de Janeiro; essa será a segunda denúncia contra Witzel à ONU

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) estará nesta terça-feira (21), em Genebra, na Suíça, em reunião com a secretaria responsável por questões do Brasil no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos da ONU para entregar denúncia contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, referente à política de segurança pública aplicada no estado.

Petrone entregará à representante da ONU dois relatórios: um sobre execuções sumárias e outro sobre discriminação racial. No início de maio, a deputada já havia denunciado Witzel à ONU. Na ocasião, ela destacou que entre os meses de janeiro e março deste ano, 434 pessoas foram mortas pela força policial do estado do Rio de Janeiro.

A violência utilizada pelo governador vem se intensificando de forma absurda no último período. No dia 4 de maio, de um helicóptero, Witzel comandou disparos arbitrários em uma favela de Angra dos Reis. Dois dias depois, em 6 de maio, mais oito pessoas foram mortas em uma operação semelhante no Complexo da Maré. A situação só tem se agravado.

A congressista ressalta que Witzel foi eleito com a garantia de que a polícia poderia atirar na cabeça de qualquer um que estivesse portando uma arma nas favelas. “Desde o início de seu governo, ele vem banalizando o uso de franco-atiradores em operações policiais”, ressalta Petrone ao blog.

Essa será a segunda denúncia contra o governador do Rio à ONU. A primeira, de autoria da deputada estadual Renata Souza (PSOL), foi apresentada no início de maio. Após o pedido, deputados do PSC, partido de Wilson Witzel, protocolaram pedido de cassação de Renata junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Alerj).

Na reunião em Genebra, a deputada vai reforçar o pedido para que a ONU condene as atitudes do governador do Rio, que são contrárias a todos os compromissos de direitos humanos assumidos pelo Brasil nos últimos 31 anos.


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