Oscar: falta de empatia atropela o bom jornalismo
O momento é de esperar por novos exames que permitirão ao jogador definir seu futuro. Especular sobre reforços demonstra pressa e falta de sensibilidade
Na apresentação do Paulistão -26, alguns jornalistas perguntaram a diretores de futebol se o São Paulo vai contratar um substituto para Oscar. Uma pressa que não se justifica. O jogador está no hospital, recuperando -se de uma arritmia. O segundo problema cardíaco desde agosto. Ele exigiu que o primeiro caso não fosse divulgado. Está certo. Os médicos garantiram que ele poderia continuar jogando, então não havia necessidade de tornar público o problema.
Agora, o caso é mais grave, até por ser a segunda vez em pouco tempo. Reincidente. Novos exames estão sendo feitos e, depois, os médicos deixarão claro qual o grau de perigo que a continuidade da carreira trará ao jogador.
Aí, fica uma dúvida: caberá exclusivamente ao jogador decidir se continua ou não? E se o clube discordar dos riscos que o jogador quiser assumir? Pequena ou grande, mínima ou enorme, existe a possibilidade de morte em campo. Como foi com Luiz Izquierdo, do Nacional de Montevidéu.
Algo que pesará na decisão é a ótima situação financeira do jogador. Jogou na Europa e na China e tem situação financeira estável.
O momento jornalístico é de calma. De esperar resultados de exames. Somente após a decisão pela aposentadoria ou não, é que o clube vai falar sobre reforços. E, mesmo assim, não vai falar. Qualquer furo virá por outras fontes. Ou alguém acha que Belmonte diria, um dia após o ocorrido algo do tipo: "Não vai dar mais pra ele, já estamos procurando outro jogador"? Nunca falaria. Então, pra que perguntar? Pressão misturada com falta de respeito.