Seleção empatou e precisamos falar de Vinícius Jr em outra partida constrangedora
Retranca da Tunísia segurou o Brasil, que teve em Estevão o seu maior destaque
O Brasil empatou com a Tunísia por 1 x 1 em Lille, na França, no último amistoso do ano. Agora, antes da Copa, enfrentaremos França e Croácia, nos Estados Unidos. Foi um jogo regular do Brasil no primeiro tempo e ruim no segundo.
Contra um time bem retrancado, o Brasil não soube aproveitar o espaço que lhe foi agraciado e ainda permitiu contra-ataques, com o bom Abdi que ganhou várias de Wesley. O gol saiu assim, com um belo cruzamento dele para Mastouri.
E Vinícius Jr? Fraco, novamente. Com a bola dominada, não consegue driblar, ganhar espaço, fazer algo de útil. Sem a bola, nada. Uma postura totalmente diferente daquela mostrada por Estevão. Muito mais agressivo, com bola grudada no pé, entrada em diagonal, chute a gol. E muita personalidade na hora de cobrar o pênalti. Pancada de pé esquerdo no ângulo esquerdo. Foi dele ainda as últimas chances do Brasil, quando entrou driblando na área e caiu (sem pênalti) e, no último lance, quando acertou a trave.
Estevão tem cinco gols em dez jogos na seleção. Vinícius tem oito em 45 partidas.
O Brasil poderia ter vencido. Houve outro pênalti e Paquetá chutou por cima. Difícil entender porque Estevão não bateu novamente. Paquetá é adepto da cobranca Barishnikov, com paradinhas e voos. O pênalti foi sofrido por Vitor Roque, que aproveitou bem os 45 minutos em que esteve em campo. Muito aguerrido, buscou o jogo. Prefiro ele a Matheus Cunha.
Eder Militão se contundiu novamente. Não parece grave como o rompimento dos ligamentos cruzados. Precisa de recuperar porque a lateral-direita com Wesley (também se contundiu) é campo dos sonhos para os rivais.