Itália na repescagem e sete campeões garantidos
Ausente dos dois últimos Mundiais, Azzurra enfrenta dura repescagem para chegar à Copa do Mundo
A Copa do Mundo de Futebol, a maior invenção humana em todas as áreas de conhecimento, chega no ano que vem à sua 23° edição. Desde 1930, apenas oito países conquistaram o título. Destes, o Brasil (cinco conquistas), Alemanha (quatro), Argentina (três), França (duas), Uruguai (duas), Inglaterra e Espanha (uma) estão garantidos para 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. A Itália, tetracampeã, ainda precisa passar pela repescagem europeia.
O primeiro passo será enfrentar um dos seguintes países: Romênia, Suécia, Irlanda do Norte ou Macedonia do Norte. O jogo será dia 26 de março. Se passar, haverá novo encontro dia 31, com o adversário saindo de confrontos entre Albânia, Irlanda, Kosovo e Bósnia Herzegovina que se chocarão contra Polônia, Dinamarca, País de Games ou República Tcheca.
O caminho espinhoso é o castigo pela participação italiana no Grupo I das Eliminatórias. Venceu Estônia, Moldávia e Israel, duas vezes, mas foi goleada dentro e fora de casa pela Noruega do cometa Haaland.
O treinador Gennaro Gattuso, carregador de piano do grande Milan de Kaká, à frente da seleção italiana, reclamou da dureza das Eliminatórias da Europa em relação à América do Sul, que tem dez países e seus vagas, além de um participante na repescagem mundial. A reclamação perde o sentido quando lembramos que esta é a terceira repescagem seguida da Itália. Nas duas últimas, foi eliminada por Suécia e Portugal. Depois do título de 2006, foi eliminada na primeira fase nas Copas de 2014 e 2010.
Os especialistas italianos vão mais a fundo do que os resmungos de Gattuso e debatem as causas da decadência. A importação desenfreada de jogadores atrapalha o aparecimento de jovens italianos? A Itália abandonou sua essência futebolística baseada em defesa forte que teve jogadores como Maldini, Baresi, Costacurta e outros? Mas a Itália também teve craques como Riva, Rivera. Mazzola e Baggio. E atacantes como Piola, Del Piero e Paolo Rossi.
O melhor é olhar para o elenco de hoje. É tão fraco que recentemente recorreram a Rafael Toloi. A verdade é que, caso a Itália fique de fora, o choro será pela história e não por algum jogador específico. Nenhum merece uma lágrima.