Belmonte recusa intervenção, pede demissão e prepara candidatura
Saída do diretor de futebol significa visão no grupo que comanda o clube. Ele vai preparar sua candidatura contra escolhido do presidente Júlio Casares
Após a goleada por 6 x 0 para o Fluminense, Carlos Belmonte Sobrinho, diretor de futebol do São Paulo, pediu demissão. Com ele. saíram os adjuntos Nelson Ferreira e Fernando Chapecó. "Esperava terminar a temporada em respeito ao grupo de jogadores com que tenho ótima relação, mas a goleada foi a gota d'água", disse.
Belmonte não estava no Rio, acompanhando os jogadores. "O Casares nomeou um interventor no futebol, o Carlomagno, então eu não vou me sujeitar ao ridículo de uma delegação com dois chefes. Já há alguns jogos eu não estava indo".
E agora? "Estou livre para conversar com as pessoas e mostrar meu trabalho. Tenho o que mostrar e vou me preparar para a nova batalha ". Ele se refere, claro, à eleição presidencial. Júlio Casares, do grupo Participação, vai apoiar Márcio Carlomagno. Belmonte, do grupo Legião, vai tentar se viabilizar. "Somos 50 e estamos bem fechados, juntos há um bom tempo".
A forca do grupo é mostrada na rejeição à tentativa de venda de parte de Cotia. "Somos contra. A Oposição tem 55 votos e também dé contra. Com mais 20 votos, o projeto não passa". Verdade ou não, Casares não coloca o projeto em votação.
E a união Belmonte+, Oposição pode deixar de ser pontual e se transformar em chapa única. "Só posso dizer que sou uma pessoa que nunca desrespeitou alguém de oposição. Nunca", diz o ex-dirigente e futuro candidato.