Para escapar do rebaixamento, Inter recorte a Abel Braga, treinador homofóbico
Treinador chega proibindo uniforme cor de rosa
A última rodada do Brasileirão veio com goleada de 5 x 1 do Vasco contra o Inter e o time gaúcho chegando à zona de rebaixamento. A diretoria demitiu Ramón Diaz "futebol é para homens e não para mulheres" e trouxe Abel Braga, campeão mundial com o clube em 2006, contra o Barcelona.
Abel, que estava aposentado, assume o clube pela oitava vez e toma atitude inusitada. "Meu time não vai treinar com uniforme cor de rosa. Isso é coisa veado", disse. Perto dele, Ramón Diaz parece feminista.
Depois, como Ramón, Abel se desculpou. Disse que era uma brincadeira.
Não era. É preciso dar o nome certo às coisas. Não é brincadeira, não é coisa de velhinho, não é mimimi. É homofobia em um país homofóbico, em que homossexuais são perseguidos diariamente.
É crime.
E demonstra o que se pode esperar no plano tático. Abel não quer camisa rosa porque quer um time forte. Será suficiente para evitar a queda? Conseguir no mínimo quatro pontos contra São Paulo e Bragantino?