Blog do Mouzar

31 de janeiro de 2011, 15h42

Recanto das Abobrinhas VI

Pós-conceitos (conceitos que você não vai encontrar em nenhum dicionário)    Efeito El Niño – resultado de uma transa sem camisinha: aparece, normalmente, nove meses depois.  Vernissage – atividade em que se vai para mostrar um verniz de cultura.  Desposado – modelo em momento de folga, sem fazer pose.    Desaforismos (aforismos meio desaforados)   […]


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17 de janeiro de 2011, 11h57

Recanto das abobrinhas IV

Desaforismos (aforismos meio desaforados) Drummond reclamava de uma pedra no meio do caminho porque não tinha uma no rim. • • • Tem japonês que, apesar de ter vindo do Extremo Oriente, é extremamente desorientado. • • • Juros baixando são apenas juras eleitorais. Kai-kais (desaforismos imitando haicais) São Paulo é um cidadão! Muitos moradores, É que não são. […]


14 de janeiro de 2011, 11h55

Chuva de cachorro beber água sentado

Caipiras costumavam chamar de “chuva de cachorro beber água sentado” essas como estão acontecendo agora, com, no mínimo, grandes enxurradas. O pessoal urbano não entende bem. Diz “chuva de cachorro beber água em pé”. Ora, cachorro bebe água em pé, normalmente. Em pé, ele baixa a cabeça até abaixo do nível do solo, se preciso, […]


14 de janeiro de 2011, 10h24

Recanto das Abobrinhas III

Pós-conceitos (conceitos que você não vai encontrar em nenhum dicionário)   Desdêmona – mulher que trata as outras com desdém. Entrar no vermelho – transar com homossexual passivo comunista. Quebra-cabeça – no meio indígena,  borduna.  Entre os “civilizados”,  cassetete.    Preguntas (perguntas perfurantes)  Se uma característica dos extremistas é a intolerância com os diferentes, q […]


13 de janeiro de 2011, 05h24

Belas Artes é de outros tempos

Muita gente já escreveu sobre o anunciado fechamento do Cine Belas Artes, na rua da Consolação, esquina com a avenida Paulista, em São Paulo. Quero meter minha colher nisso. Quando cheguei em São Paulo, aos 16 anos de idade, já existia aquele cinema, mas seu nome era Trianon. Não era um cinema especial, de filmes […]


12 de janeiro de 2011, 10h05

Recanto das abobrinhas II

Desaforismos (aforismos meio desaforados) Não tenho a menor ideia de quem será eleito presidente em 2014, nem por qual partido. Mas tenho certeza de que na sua base parlamentar estarão Romero Jucá, Jader Barbalho, Renan Calheiros e alguém da turma de José Sarney, com direito a nomeações para bons cargos no executivo. *** Quando certos […]


11 de janeiro de 2011, 04h49

Considerações sobre a marvada

O que melhorou no Brasil nos últimos anos? Não, não estou falando do governo Lula. É de bem antes, de mais ou menos 1970 para cá. E o que estou pensando mesmo são nas bebidas. Sem dúvida elas melhoraram muito no Brasil neste período. Inclusive a cachaça, que muita gente pensa que antes era melhor. […]


11 de janeiro de 2011, 04h45

Recanto das abobrinhas

Pós-conceitos (Conceitos que você não vai encontrar em nenhum dicionário) Voltagem – viagem de volta, geralmente chata. Na ida para umas férias, por exemplo, é uma delícia, mas na voltagem é um choque. * * * Ponto G – no croché, é o que dá mais prazer às artesãs, segundo quem entende do assunto. * […]


23 de dezembro de 2010, 10h01

Deixa disso, Kátia!

Tocantins, caçula dos estados brasileiros, é muito interessante. Quente pra burro, mas suportável. Não é um calor daqueles que deixam as pessoas meladas, com a pele pegajosa. Sua capital, Palmas, lembra Brasília pouco depois de criada. Está em construção ainda, mas é tudo grandioso. Basta dizer que a praça central tem mais de cinquenta hectares, […]


06 de dezembro de 2010, 11h30

Censura inovadora

Quando Luiza Erundina se candidatou a prefeita, para substituir Jânio Quadros, quase toda a imprensa ficou contra ela, que era do PT. Uma exceção gloriosa, da qual eu fazia parte (e me orgulho disso) era a Gazeta de Pinheiros, jornal que apesar de ser de bairro tinha grande tiragem, era respeitado e muito lido. Erundina […]


11 de novembro de 2010, 03h41

Aparições: eu quero é mais!

Vira e mexe a gente ouve falar que o brasileiro é um herdeiro de Macunaíma, herói sem nenhum caráter. Nem caráter bom nem mau, pois é a isso que remete o livro de Mário de Andrade. Acostumados aqui no Sul e Sudeste com a mitologia de origem tupi, nós nos esquecemos de que muitos povos […]


21 de outubro de 2010, 15h57

Mudança danada!

Tem gente que, para se expressar melhor, compara sempre o que quer dizer com alguma coisa. Por exemplo: para falar que alguém ou algo é feio demais, há quem diga que é mais feio do que o rascunho do mapa do inferno, ou feio que nem briga de foice. Os gaúchos, especialistas em ditos com comparações, dizem que é “feio como semblante de enforcado”. Pra dizer que alguma coisa é comprida demais, eles dizem que é “espichada que nem causo de gago”.