Blog do Mouzar

14 de janeiro de 2011, 11h55

Chuva de cachorro beber água sentado

Caipiras costumavam chamar de “chuva de cachorro beber água sentado” essas como estão acontecendo agora, com, no mínimo, grandes enxurradas. O pessoal urbano não entende bem. Diz “chuva de cachorro beber água em pé”. Ora, cachorro bebe água em pé, normalmente. Em pé, ele baixa a cabeça até abaixo do nível do solo, se preciso, […]


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11 de janeiro de 2011, 04h49

Considerações sobre a marvada

O que melhorou no Brasil nos últimos anos? Não, não estou falando do governo Lula. É de bem antes, de mais ou menos 1970 para cá. E o que estou pensando mesmo são nas bebidas. Sem dúvida elas melhoraram muito no Brasil neste período. Inclusive a cachaça, que muita gente pensa que antes era melhor. […]


11 de janeiro de 2011, 04h45

Recanto das abobrinhas

Pós-conceitos (Conceitos que você não vai encontrar em nenhum dicionário) Voltagem – viagem de volta, geralmente chata. Na ida para umas férias, por exemplo, é uma delícia, mas na voltagem é um choque. * * * Ponto G – no croché, é o que dá mais prazer às artesãs, segundo quem entende do assunto. * […]


23 de dezembro de 2010, 10h01

Deixa disso, Kátia!

Tocantins, caçula dos estados brasileiros, é muito interessante. Quente pra burro, mas suportável. Não é um calor daqueles que deixam as pessoas meladas, com a pele pegajosa. Sua capital, Palmas, lembra Brasília pouco depois de criada. Está em construção ainda, mas é tudo grandioso. Basta dizer que a praça central tem mais de cinquenta hectares, […]


06 de dezembro de 2010, 11h30

Censura inovadora

Quando Luiza Erundina se candidatou a prefeita, para substituir Jânio Quadros, quase toda a imprensa ficou contra ela, que era do PT. Uma exceção gloriosa, da qual eu fazia parte (e me orgulho disso) era a Gazeta de Pinheiros, jornal que apesar de ser de bairro tinha grande tiragem, era respeitado e muito lido. Erundina […]


11 de novembro de 2010, 03h41

Aparições: eu quero é mais!

Vira e mexe a gente ouve falar que o brasileiro é um herdeiro de Macunaíma, herói sem nenhum caráter. Nem caráter bom nem mau, pois é a isso que remete o livro de Mário de Andrade. Acostumados aqui no Sul e Sudeste com a mitologia de origem tupi, nós nos esquecemos de que muitos povos […]


21 de outubro de 2010, 15h57

Mudança danada!

Tem gente que, para se expressar melhor, compara sempre o que quer dizer com alguma coisa. Por exemplo: para falar que alguém ou algo é feio demais, há quem diga que é mais feio do que o rascunho do mapa do inferno, ou feio que nem briga de foice. Os gaúchos, especialistas em ditos com comparações, dizem que é “feio como semblante de enforcado”. Pra dizer que alguma coisa é comprida demais, eles dizem que é “espichada que nem causo de gago”.