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03 de junho de 2015, 17h26

Band é condenada a pagar R$ 60 mil por caso de repórter loira e suposto estuprador

A emissora de rádio e TV Bandeirantes da Bahia foi condenada a pagar R$ 60 mil por dano moral coletivo por violação de direitos humanos no caso da entrevista feita pela jornalista Mirella Cunha com um acusado de estupro no programa “Brasil Urgente Bahia”, em 2012

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(Reprodução)

A emissora de rádio e TV Bandeirantes da Bahia foi condenada a pagar R$ 60 mil por dano moral coletivo por violação de direitos humanos no caso da entrevista feita pela jornalista Mirella Cunha com um acusado de estupro no programa “Brasil Urgente Bahia”, em 2012. É o que informa o Bahia Notícias.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) depois que o vídeo , divulgado neste blog, em menos de 24h adquiriu repercussão nacional, levando a TV Bandeirantes a condenar,  em nota oficial, a atitude da repórter.

A jornalista entrevistou um suspeito de roubo e estupro e o ridicularizou por confundir o “exame de corpo de delito” com o exame de próstata, além de pré-julgar o suspeito como culpado dos crimes imputados a ele.

Na ocasião, Mirella colocou um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Como disse à época, julgou-o antes da Justiça, humilhou-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.

A condenação foi proferida pelo juiz substituto Rodrigo Brito Pereira, da 11ª Vara Federal em Salvador. “A ‘entrevista’ desbordou de ser um noticioso acerca de um possível estupro para um quadro trágico em que a ignorância do acusado passou a ser o principal alvo da repórter”, disse o juiz. “Ao deixar de obter as notícias para ser a notícia a repórter Mirella Cunha em muito superou qualquer limite de ética e bom senso na atividade jornalística, essencial no Estado de Direito.”

Segundo o magistrado, o âncora Uziel Bueno, ao repetir o termo “estuprador”, se afastou da finalidade informativa, realizando um linchamento moral. O pedido de suspensão de veiculação de imagens de custodiados, entretanto, foi negado.


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