Blog do Rovai

21 de março de 2017, 13h07

Condução coercitiva de Edu Guimarães é um dos maiores absurdos que vi na minha vida, diz advogado

Sérgio Moro está processando Eduardo Guimarães por conta de um post que ele fez no seu blogue. Ou seja, segundo Hideo ele é suspeito para lhe dar ordem de condução coercitiva

Entrevistei há pouco o advogado do blogueiro Eduardo Guimarães, o criminalista Fernando Hideo Lacerda.

Para começo de conversa, ele disse que “nunca imaginou que chegássemos a este ponto no Brasil”. E que ficou assustado com a quantidade de arbitrariedades no caso do Edu.

Segundo Hideo, a condução coercitiva de Eduardo Guimarães teria sido como testemunha. Algo que ele nunca tinha visto, já que ele não tinha sido intimado e nem se negado a testemunhar para quem quer que seja.

Além disso, ela previa a busca e apreensão de todos equipamentos eletrônicos dele (celular, hd, computdores, pen drives etc). E que o juiz Sérgio Moro teria dito que isso se justificaria porque o blogueiro, por não ser jornalista diplomado, não teria direito a sigilo da fonte.

A condução coercitiva não tem relação alguma com outra operação que está acontecendo no Maranhão, denominada pela PF de Alan Touring. Ela diz respeito ao fato de Eduardo Guimarães ter antecipado a condução coercitiva de Lula.

 

A PF chegou a casa de Edu às 6h da manhã e como já aprendeu o seu celular, Hideo não conseguia falar com ele. Os policias conduziram o depoimento dele, por conta disso, sem a presença do seu advogado.

 

Por fim, o juiz Sérgio Moro está processando Eduardo Guimarães por conta de um post que ele fez no seu blogue. Ou seja, segundo Hideo ele é suspeito para lhe dar ordem de condução coercitiva e não poderia ter agido neste caso.

Um colega me lembra que em 2015 o o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, disse o seguinte para definir pra quem é válido o sigilo de fonte. “O sigilo da fonte não é um privilégio de jornalistas, mas “meio essencial de plena realização do direito constitucional de informar”.

Ou seja, para o decano do Supremo Tribunal Federal, trata-se de uma prerrogativa dos profissionais da imprensa, a ser usada “a critério do próprio jornalista, quando este assim o julgar necessário ao seu exercício profissional”.

Hoje, às 19h, no Sindicato dos Engenheiros, na rua Genebra, 25, no Centro de SP, será realizado um ato de solidariedade ao Edu e pela liberdade de imprensa.

 


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