Blog do Rovai

06 de maio de 2018, 10h05

PSOL do Rio não está tão unido quanto parece

Freixo e alguns dirigentes do PSOL do Rio não gostariam da forma autônoma como Jean Wyllys, por exemplo, se comporta em relação ao antipetismo e das suas críticas à Lava Jato

A forma como o deputado estadual e candidato à federal, Marcelo Freixo, tem tratado a estratégia eleitoral do PSOL do Rio de Janeiro para ampliar sua bancada teria o objetivo de prejudicar diretamente dois dos atuais deputados com mandatos, Jean Wyllys e Glauber Braga.

Jean, por exemplo, que foi o sétimo mais votado do Estado e quinto na capital na eleição passada, sequer tem sido citado por Freixo como um dos prováveis puxadores de votos do partido.

Freixo e alguns dirigentes do PSOL do Rio não gostariam da forma autônoma como Jean se comporta principalmente em relação ao antipetismo e das suas críticas à Lava Jato. Avaliam que essas suas posições fazem o partido perder votos na Zona Sul.

Por isso, ao invés de citarem Jean Wyllys e Glauber Braga também como prováveis puxadores de votos, Freixo e seus aliados mais próximos citam nomes como o da vereadora de Niterói, Talíria Petrone, cujo perfil é semelhante ao de Marielle Franco, assassinada de forma absurda. E o da professora da UFRJ e ex-candidata a vice de Freixo à Prefeitura, Luciana Boiteux. “A autonomia principalmente de Jean Wyllys para enfrentar o antipetismo e as arbitrariedades da Lava-Jato em relação a Lula têm incomodado medalhões do partido no Rio que têm se empenhado num boicote interno à sua candidatura. Ao mesmo tempo isso se soma a uma homofobia mal disfarçada porque o sucesso do mandato de Jean incomoda”, revelou uma fonte importante do PSOL do Rio ao blog.

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