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17 de dezembro de 2018, 12h43

Queiroz é o Paulo Preto dos Bolsonaro

O esquema de Bolsonaro com o Queiroz já está mais do claro. Como também o do PSDB com o Paulo Preto. Mas não se anime. Tudo indica que como da outra vez, as provas não são suficientes para que o caso não dê em nada

Quando Dilma lançou o nome de Paulo Preto num debate com o então candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, criou-se uma expectativa acerca do que viria. Afinal, o ex-diretor da Dersa abriria o bico? Ele contaria como arrecadou dinheiro para o seu partido?

Serra, num primeiro momento, buscou se desvencilhar do amigo e saiu atirando. Com uma única frase, o engenheiro fez com que o candidato a presidente reconsiderasse sua estratégia. “Não se abandona um líder ferido na estrada.

Paulo Preto, como se veio a saber depois, movimentou exatamente entre 2007 e 2009 — durante a gestão de José Serra à frente do governo de SP — alguns muitos milhões em quatro contas que mantinha na Suíça.

Detalhe, quem trouxe esse dado à tona foi o Ministério Público da Confederação Suíça. E não o MP brasileiro.

As quatro contas tinham um saldo de US$ 34,4 milhões quando Souza, conhecido como Paulo Preto, decidiu transferir os recursos para as Ilhas Bahamas, no começo de 2017. O valor equivale atualmente a 140 milhões de reais.

Paulo Preto mudou o dinheiro da Suíça para Bahamas porque já estava sob investigação das autoridades que cuidam do combate à lavagem de dinheiro no país. E corria o risco de ter esses R$ 140 milhões sequestrados pelas autoridades locais.

Quando isso veio à tona, o amigo de Serra, Aloysio Nunes e Alckmin ficou uns dias presos e rapidamente foi libertado pelo ministro Gilmar Mendes.

O que vai acontecer com o motorista Queiroz, o futuro senador Flávio Bolsonaro e o futuro presidente Jair Bolsonaro tende a ser o mesmo.

O sumiço de Queiroz, que não foi localizado pela imprensa e nem intimado pelo MP para falar, e o silêncio de Flávio Bolsonaro que desde o dia 8 de dezembro não se manifesta mais no twitter, onde era mestre em lacrações, já sinalizam isso.

A estratégia de defesa da família é a de fazer esquecer. E para isso contará, pelos sinais emitidos, com a generosidade de Raquel Dodge, de boa parte da imprensa e com uma legião de idiotas que preferem gritar e o PT, ao invés de refletir sobre o significado dessa operação laranjas.

O esquema de Bolsonaro com o Queiroz já está mais do claro. Como também o do PSDB com o Paulo Preto. Mas não se anime. Tudo indica que como da outra vez, as provas não são suficientes para que o caso não dê em nada.

 


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