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15 de dezembro de 2015, 16h09

Se Cunha cair, governo não tem nome para disputar presidência da Câmara

No governo só há uma certeza. Se houver condições de apresentar um nome para a presidência da Câmara, ele não pode ser do PT

fora cunhaA oposição já está se movimentando para o caso de o presidente da Câmara vir a renunciar ou mesmo vir a ser preso numa noma fase da Operação Lava Jato autorizada pelo Supremo. E mesmo aliados do presidente Eduardo Cunha já estão tratando do assunto sem muitos pudores.

Dessa vez a oposição não deve apresentar um nome filiado aos seus partidos políticos, mas o do ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Isso porque ela acha que dessa forma garante apoio de alguns deputados do partido.

Jarbas, porém, se comportou de forma muito ativa contra Cunha e há restrições em relação ao seu nome na base do atual presidente da Casa.

Por conta disso, outros nomes já vem sendo discutidos e com autorização do vice-presidente da República, Michel Temer. Ele estaria vendo esse momento como uma oportunidade para eleger um nome ainda mais próximo a ele. Seu candidato preferido seria Edinho Araújo (SP), que apesar de ter sido ministro de Dilma, já embarcou no movimento pró-impeachment.

Edinho Araújo foi um dos citados na carta do vice-presidente: “E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.

Outro nome que busca se construir como alternativa na crise é Miro Teixeira (Pros-RJ). Ele é o deputado com mais mandatos na Casa e poderia pacificar as relações no Congresso, por não ter grandes restrições nem da oposição e nem no governo. Quem perderia muito com sua ascensão seria o PMDB.

Já no governo, há uma certeza. Se houver condições de apresentar um nome para a presidência da Câmara, ele não pode ser do PT. Nada mais do que isso. Os deputados governistas ouvidos pelo blogue dizem que até agora nada foi conversado nada no sentido de se articular uma alternativa para o dia seguinte de Cunha.

Um deles foi ainda mais enfático: “Quando o próximo presidente já estiver eleito é que o governo vai se preocupar com isso. E será tarde de novo.”


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