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13 de outubro de 2012, 04h44

Serra, Alckmin e a história recente da fantástica democracia tucana

É fantástico como o PSDB exerce sua democracia interna. Sem muitas firulas, arrisco dizer que ela é igual a Alckmin + Serra. Será que estou errado? Vamos, então, a um breve passeio histórico.

Em 2000, Mário Covas era o governador de São Paulo, buscando renovar seu partido, lançou a candidatura a prefeito do então vice-governador do Estado, Geraldo Alckmin. Ele ficou em terceiro lugar na disputa, perdendo para Marta e Maluf, que disputaram o segundo turno.

Em 2002, Serra atropelou a todos e foi o candidato do medo contra Lula. Perdeu. Enquanto isso, no mesmo ano, Alckmin se reelegia governador, já que assumira em 2001 com a morte de Mário Covas.

Em 2004, Serra sai candidato a prefeito contra Marta Suplicy na cidade de São Paulo e se elege com o apoio de Alckmin. Aliás, não fosse o governador dificilmente superaria a então prefeita. O seu mote principal era que a parceria prefeitura e governo faria bem à cidade.

Em 2006, Alckmin se lança candidato a presidente da República. E como Serra não havia conseguido impedi-lo deste voo, decide deixar a prefeitura para o seu vice, Kassab, e ser candidato ao governo do Estado.

Em 2008, depois de ser derrotado por Lula, Alckmin tenta ser prefeito de São Paulo pelo PSDB. Serra é governador e apoia Kassab por debaixo dos panos. Derrota o próprio partido e faz Alckmin ir para o seu governo como secretário.

Em 2010, Serra que era governador deixa o cargo antes do seu término e se candidata à presidência da República contra Dilma. Alckmin disputa o governo. Serra perde e Alckmin ganha.

Em 2012, quando parecia que o PSDB iria buscar uma nova figura entre os seus, Serra se apresenta novamente para a disputa. E está no segundo turno.

E em 2014 ? Você acha mesmo que Aécio Neves é o candidato a presidente pelo partido?

A história indica que Serra será candidato daqui a dois anos de qualquer jeito. Se perder agora, vai buscar empurrar Alckmin para a disputa presidencial. Para  ser o candidato a governador. Se vencer, no dia 29 de outubro já é candidato a presidente da República.

O fato é que Serra não é candidato a prefeito e o PSDB é um partido que exerce uma estranha democracia com apenas  dois nomes. Uma fantástica democracia.

 

 


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