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20 de dezembro de 2019, 14h13

Em xeque, Bolsonaro adota estratégia de Olavo de Carvalho para escapar do impeachment

Ao se ver numa situação de absoluta pressão, o "cavalão" resolveu adotar a tática Olavo de Carvalho de debates. Grite, xingue, não dialogue, não discuta as questões colocadas pelo seu inimigo, minta o quanto for necessário, se for o caso

Bolsonaro e Olavo de Carvalho (Arquivo)

Bolsonaro se tornou refém da sua “vida pregressa”, como ele gosta de dizer. É a história com contornos mafiosos da família que começa a cobrar a conta neste final do primeiro ano de governo.

Não é só Flávio Bolsonaro. Não é só Queiroz. Não são só sua ex e mãe do Jair 04. E nem a Michelle, vulgo Micheque. É ele que está em xeque. São seus 29 anos de vida pública.

Ao se ver numa situação de absoluta pressão, o “cavalão” resolveu adotar a tática Olavo de Carvalho de debates. Grite, xingue, não dialogue, não discuta as questões colocadas pelo seu inimigo, minta o quanto for necessário, se for o caso.

Sim, isso não é algo não pensado. Um desespero qualquer. É uma estratégia fascista antiga. Que Olavo de Carvalho ensina nos seus cursos aos alunos. Que Steven Bannon usa nas suas campanhas.

O que o ocupante da cadeira presidencial fez hoje com repórteres na frente do Palácio do Planalto é parte disso. Ele tira da cartola algumas frases já pensadas e joga no primeiro que fizer uma pergunta incomoda.

Ele está se danando (para não usar outro termo) com qualquer relação institucional de respeito entre uma autoridade e a imprensa.

Isso pode dar certo? Pode ser que lhe permita algum suspiro enquanto as investigações continuam. Mas não será suficiente pra impedir que novos casos de corrupção e crimes envolvendo ele e sua família venham à tona.

Bolsonaro, o cavalão, começa a cavalgar para um processo de impeachment. Se vai vingar é outra coisa. Depende de uma série de fatores. Mas já está em curso.

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