sexta-feira, 18 set 2020
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Só numa ditadura um filho é indicado embaixador nos EUA

Bolsonaro acaba de anunciar que convidará seu filho Eduardo para ser embaixador do Brasil nos EUA. O menino, vulgo Dudão, que junto com o pai processa a Fórum, já disse que topa. E que vai convidar Olavo de Carvalho para ser seu conselheiro.

O processo que Bolsonaro e Dudão movem contra a Fórum tem relação com uma reportagem baseada numa foto de Lula Marques. Craque dos flagrantes, ele clicou Bolsonaro conversando com o futuro embaixador dos EUA.

Papis era candidato a presidente da Câmara e o menino Dudão não estava lá para votar nele.

Papis ficou putis e disse que não ia tirar o filho da Papuda. O filho Dudão estava em Miami.

O blogueiro jura que não sabe o que o Dudão estava fazendo lá que poderia lhe levar para a Papuda. Mas sabe que a divulgação da Fórum lhe custou dois processos que já lhe custaram caro. Porque a censura é (ainda) assim no Brasil, principalmente econômica.

Mas noves fora, Dudão terá a partir de agora tempo e proteção para fazer tudo o que poderia lhe levar a Papuda. Porque ele vai ser o cara do Brasil nos States.

E isso é algo absolutamente fantástico. Afinal, nunca na história do Brasil um pai nomeou um filho embaixador nos EUA. Nem na Coreia do Norte. Nem no Afeganistão dos talibãs. Nem em Cuba, que sempre é acusada de ditadura.

Quando a Folha vai começar a chamar Bolsonaro de ditador? Já que chama o Maduro. Que filho do Maduro é embaixador nos EUA.

O regime Bolsonaro avança mais algumas peças. E a mídia que grita liberdade aplaude. Eles só querem as verbas publicitárias. A ditadura já avançou muito mais do que parece. É por isso que o Lula tá preso, babaca. E que a Preta Ferreira também não é solta.

Renato Rovai
Renato Rovai
Jornalista, mestre em Comunicação pela ECA/USP e doutor pela UFABC. Mantém o Blog do Rovai. É editor da Fórum.