Sobre toda a merda de Bolsonaro e os cúmplices limpinhos e cheirosos que o elegeram

Agora que o cara está entalado e fedendo de podre por conta dos escândalos da compra das vacinas muitos estão fazendo discursos limpinhos. De um lado querendo construir o que chamam de terceira via. De outro lado, fazendo cálculos sobre como se afastar da merda

Bolsonaro sofreu ontem uma intervenção para retirada de 1kg de fezes. Algo absolutamente impressionante e que pelo inusitado do fato além de ter causado engulhos em muitos, causou dúvidas em outros. A notícia parecia do Sensacionalista, mas era informação enviada por um médico de grande influência e seriedade que teve acesso aos procedimentos a partir de alguém que atuou no procedimento e a revelou com exclusividade à Fórum.

Bolsonaro, já um idoso, costuma se divertir falando de merda, cocô, caguei. Como se ainda estive na fase anal, como registrou recentemente a filósofa Marcia Tiburi.

Dias antes de ser internado, aliás, falou duas frases sintomáticas: “caguei para a CPI” e “eu sou igual ao cocô de vocês”, ao dialogar com seus apoiadores no famoso cercadinho.

Bolsonaro que parecia apenas estar evacuando pela boca frases desconexas, fazia algo que refletia a sua própria existência. Clamava por cocô. Queria se desentupir, poder evacuar felizmente.

A existência de Bolsonaro ao fim e a cabo parece envolvida por merdas de todas as espécies. Um sujeito que celebra a tortura e homenageia torturadores, que diz já ter feito sexo com uma galinha, que se gaba de xingar mulheres como Maria do Rosário, que faz esquema para roubar dinheiro de assessores e que está envolvido até às tampas com quadrilhas milicianas, não é um sujeito limpo.

E foi assim envolto em tanta merda que Bolsonaro se elegeu presidente.

Ele já era um sujo quando praticamente toda a mídia nacional e seus jornalistas porta-vozes o apoiaram. Quando boa parte da classe média lustrada e liberal fez o mesmo. Quando Ciro Gomes foi pra Paris. Quando Ney Matogrosso anulou o voto. Quando João Dória criou o BolsoDoria. Quando Eduardo Leite pediu o voto nele no Rio Grande do Sul. Quando artistas se calaram. Quando as mulheres foram às ruas dizer Ele Não e aquele imenso ato foi tratado sem importância. Quando ele fugiu dos debates no 2º turno e a Globo se recursou a fazê-lo só com Haddad.

Enfim, a lista dos cúmplices desta merda toda é enorme.

Agora que o cara está entalado e fedendo de podre por conta dos escândalos da compra das vacinas muitos estão fazendo discursos limpinhos. De um lado querendo construir o que chamam de terceira via, que sempre foi a segunda e perdeu quatro eleições para Lula e Dilma. Vejam, não foi Bolsonaro quem perdeu quatro eleições, foi a tal “terceira via” limpinha. De outro lado, fazendo cálculos sobre como se afastar da merda que acabaram criando e que hoje leva o país a ser um imenso cemitério de corpos e um imenso pátio de pobreza e miséria.

Não passarão.

Essa merda toda não é só de Bolsonaro.

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Renato Rovai

Jornalista, mestre em Comunicação pela ECA/USP e doutor pela UFABC. Mantém o Blog do Rovai. É editor da Fórum.

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