Blog do Rovai

Fórum Educação
12 de Maio de 2020, 18h32

Vídeo de reunião ministerial de Bolsonaro é coisa de gangsters

Muitos crimes foram realizados pelo presidente e seus ministros. E Moro estava presente.

Reunião de Bolsonaro e ministros no dia 22 de abril (Foto: Marcos Corrêa/PR)

A despeito de já existirem vários motivos para abrir um processo de impeachment contra Bolsonaro, agora há uma bomba que não pode ser desprezada.

Os relatos que circulam da reunião ministerial que levou à demissão do ex-ministro Sérgio Moro confirmam que Bolsonaro pediu o cargo da superintendência do Rio de Janeiro para proteger seus amigos e filhos.

Isso é crime de responsabilidade. Com uma prova contundente.

Não é um crime do tipo “pedalada fiscal”, que precisou de uma imensa ginástica político-jurídica para caracterizá-lo.

O presidente está gravado pedindo isso ao seu ministro da Justiça. E ameaçando-o a retirá-lo do cargo caso não aceitasse tal condição.

Além disso, o vídeo tem declarações estapafúrdias de ministros, como o da Educação, Abraham Weintraub, que propôs a prisão dos ministros do STF. Ou de Damares que propôs a prisão de governadores e prefeitos. Até onde se sabe ninguém os retorquiu. Sequer Sérgio Moro, o denunciante.

É importante registrar isso.

Será que se outras gravações de reuniões fossem analisadas por ministros do STF, o nível não seria o mesmo?

O que o ministro da Justiça falou ou fez em relação a tudo que aconteceu no 1 ano e meio em que esteve lá?

Sérgio Moro era cúmplice dessa quadrilha que se apropriou do governo brasileiro.

Ele agora está deixando a máfia e aproveitou um momento no qual já sabia que estava prestes a pular fora do barco, pra denunciar seus ex-parceiros de crimes.

Sim. Muitos crimes foram realizados pelo presidente e seus ministros. E Moro estava presente.

Denunciou porque deixou o governo. Mas antes disso, registre-se, tentou negociar sua permanência. Ele mesmo admitiu isso quando depôs. Esteve com ministros militares e teria aceitado trocar o diretor da PF. Mas Bolsonaro não aceitou o meio-termo.

Está longe de ter agido de forma republicana.

Mas mesmo assim, isso não diminui o flagrante dado. Este vídeo tem que vir à luz do dia o quanto antes e Bolsonaro precisa ser afastado do cargo pelo Supremo.

Não há outra alternativa se for pra cumprir a Lei. O resto é pizza assada pelos militares que ainda o apoiam com a conivência de acovardados ministros do STF.

Assista ao Fala, Rovai de hoje sobre este tema:


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