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política e teologia

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21 de julho de 2015, 09h35

A carta de renúncia de Cunha e o humorístico Tomara que caia

O presidente da Câmara Federal protagoniza um show de horrores. Trata-se de um gigante com pés de barro. Toma o nome de Deus em vão. Ruge como leão à espreita buscando a quem possa tragar. Em nome de Deus, ostenta discursos bizarros.

Nas corridas de rua existe a figura do atleta coelho. Ele imprime um ritmo frenético no início, dispara na frente, mas não cumpre a prova. Não sustenta o que promete no início da corrida no pelotão de elite.

Compartilho, sem comentários, a epístola de renúncia para lá de estranha que circulou como carta aberta à população no ano de 2000. Escrita pelo então deputado federal Francisco Silva (PPB-RJ). Este documento se investe de importância porque nos ajuda a compreender os primórdios da vida política do hoje presidente da Câmara Federal.

“Governador Anthony Garotinho. A paz do Senhor. Nestes últimos dias tenho visto a imensa campanha caluniosa desenvolvida contra o meu querido irmão. É sempre assim, quando alguém se levanta para fazer o bem, as forças do mal se unem para combatê-lo, mas Deus está contigo e assim como foi com José do Egito, com Davi para vencer Golias, será com o irmão governador para vencer os mentirosos e caluniadores. O que nos une é muito maior do que a política, é a fé e o amor ao nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, meu querido governador, não quero ser usado como pretexto para atingi-lo. O meu indicado para a Cehab, o Dr. Eduardo Cunha, é um homem honrado e tem demonstrado imensa competência à frente da empresa (…) Amado irmão, para evitar qualquer espécie de especulação maldosa, que diga que o irmão Eduardo Cunha está sendo protegido pelo fato de ser evangélico, solicito ao querido governador, duas providências: primeira – que durante o período das apurações do Ministério Público, o Dr. Eduardo Cunha fique trabalhando no meu gabinete; segunda – se após concluída as apurações nada ficar comprovado contra ele, o senhor, que sempre se pautou pela justiça, o reconduza ao cargo que agora lhe devolvo. Saudações em Cristo, Francisco Silva.” (Fonte: O Globo 11.4.2000).

Nos dois primeiros anos de administração do governo Garotinho, o deputado Francisco Silva esteve à frente da Secretaria de Habitação. Depois indicou o economista Eduardo Cunha para assumir a presidência da Companhia Estadual de Habitação-Cehab, que foi acusado de fraude.

O silêncio da comunidade evangélica sobre o casuísmo do nobre deputado é um péssimo testemunho. Pelo que compreendo do que Jesus de Nazaré ensinou, passou da hora de chutarmos o pau da barraca dos vendilhões do templo.

Foto: Reprodução YouTube


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