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22 de junho de 2019, 10h01

Laura Tessler é cúmplice

"O conluio que escanteou Laura foi mais do que somente uma ação incestuosa entre o juiz e o promotor, por si só, um crime passível de nulidade absoluta do processo contra Lula. Foi, também, machismo em estado puro"

A procuradora Laura Tessler (Arquivo/DPF)

Laura Tessler poderia ter sido, muito antes dos arquivos do The Intercept Brasil, a voz da Justiça e da grandeza do Ministério Público Federal contra a farsa que condenou o ex-presidente Lula. Mas, ao invés disso, calou-se e aceitou seu destino infeliz.

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A procuradora foi limada dos interrogatórios de Lula por ordem de Sergio Moro – ou alguém tem, ainda, alguma dúvida sobre o poder das sugestões do ex-juiz sobre o frágil e servil Deltan Dallangnol?

O conluio que escanteou Laura foi mais do que somente uma ação incestuosa entre o juiz e o promotor, por si só, um crime passível de nulidade absoluta do processo contra Lula.

Foi, também, machismo em estado puro.

Ainda assim, ela se calou. Preferiu se curvar às circunstâncias e se submeter a uma humilhação pessoal e funcional em nome sabe-se lá do quê.

Juntou-se ao antipanteão onde brilha a chama da juíza Gabriela Hardt, a plagiadora de Moro.

E é pouco provável que, agora, tenha dignidade de vir a público para, ao menos, se desculpar por ter compactuado com uma farsa que destruiu o País apenas para colocar um homem inocente na cadeia.


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