Vaza Jato mostra que Dallagnol é um rato religioso transformado em gigante pela mídia antipetista

Leandro Fortes: “A Operação Lava Jato tem que ser anulada imediatamente e essa gente levada às barras da Justiça que ousaram degradar”

Deltan Dallagnol, a três dias das eleições de 2018, rosava as bochechas, agoniado. Queria por que queria, sem provas, mas, provavelmente, com o Supremo, com tudo, pegar o galego Jaques Wagner.

Para tal, o procurador pretendia usar a Polícia Federal em uma busca e apreensão. A ideia era, portanto, usar o aparelho repressivo do Estado para constranger e prejudicar o candidato ao Senado pelo PT, ex-governador da Bahia.

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Dallagnol, um rato religioso transformado em gigante pela mídia antipetista, chegara, então, a seu ápice de megalomaníaco: como diz, no trecho vazado pelo The Intercept Brasil, pretendia humilhar Wagner não por necessário e justo, mas por ser “simbólico”.

Não conseguiu, mas seguiu sendo o serviçal do samurai Sérgio Moro nessa lambança revelada, pouco a pouco, pelo site comandado por Glenn Greenwald.

Moro arranjava testemunhas contra Lula, o réu que iria julgar, mais adiante.

Dallagnol usava o aparato judicial para perseguir petistas, às vésperas de um pleito que iria eleger, graças a essas ações, um demente fascista – que iria se tornar chefe de Moro.

A Operação Lava Jato tem que ser anulada imediatamente e essa gente levada às barras da Justiça que ousaram degradar.

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*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.
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Leandro Fortes

Jornalista, professor e escritor. Trabalhou para o Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense, Estadão, Revista Época e Carta Capital. Autor de diversos livros, entre eles, "Cayman: o dossiê do medo" (Editora Record).