Cinegnose

por Wilson Ferreira

06 de janeiro de 2019, 11h39

As guerras táticas da comunicação de Bolsonaro

Bastaram apenas quatro dias desde a posse (ou possessão?) do presidente eleito, para ficar clara a linha de continuidade entre a campanha eleitoral e a estratégia de Governo: uma atividade sistemática e diária de comunicação que objetiva criar uma espécie de fosso repleto de crocodilos em volta do castelo. 


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10 de dezembro de 2018, 15h40

“Coletes Amarelos” na França: a revolução não será televisionada!

Até aqui a grande mídia passa batida para “o déjà vu” dos protestos dos “coletes amarelos” na França: em 2013 as chamadas “Jornadas de Junho” no Brasil foram narradas da mesma maneira como hoje noticiam os protestos franceses. A revolução não será televisionada: a mídia não está relatando o que as pessoas fazem; relatam apenas o que as pessoas fazem para obter a atenção da mídia para o Capitalismo dar um novo salto – o populismo de direita


03 de dezembro de 2018, 15h31

Alarme do Ciberespaço! Tempo Real destruirá a Democracia

A vitória de Bolsonaro foi um dos laboratórios da corrosão da representação política pelo tempo real. E agora, os protestos dos “coletes amarelos” na França promete que essa engenharia será global


21 de novembro de 2018, 09h50

Cinegnose e Coletivo Resistência discutem guerra semiótica e antimídia

Na pauta, o detalhamento das táticas de mineração de Big Data nas redes sociais nas campanhas de Trump e Bolsonaro, e a articulação entre mídias tradicionais e as redes – “frame set” + criação de “Co-Memes” (constelação de memes que se apoiam mutuamente)


04 de novembro de 2018, 13h32

Retrofascismo: na Guerra Híbrida o fascismo retorna como farsa

Em novo artigo Wilson Ferreira explica Fascismo histórico e Retrofascismo, leia


26 de outubro de 2018, 15h45

“Esquerda precisa de um novo Goebbels?”, indaga Cinegnose na CEE-Fiocruz no Rio

Enquanto a esquerda mal compreendeu o funcionamento das mídias de massa no século XX, nesse século a direita dá um segundo salto tecnológico com a guerra semiótica no campo das tecnologias de convergência – Internet e redes sociais.


23 de outubro de 2018, 15h39

“ZapGate” é o último ato da guerra híbrida

Cinicamente a Globo chama de “guerra virtual” para encobrir o caráter assimétrico da batalha do disparo de milhões de notícias falsas com apoio empresarial pela campanha de Jair Bolsonaro - o "ZapGate"


10 de outubro de 2018, 18h49

Bolsonaro é um avatar. Como enfrentá-lo?

A Nova Direita tem o mesmo elemento de estetização da política criada pelo fascismo histórico: a narrativa ficcional cômica – de programas de humor da TV, Bolsonaro despontou como um “mito” de quem ria-se e não se levava a sério. Por isso, circulou livremente. Hoje, é o protagonista do “gran finale” da guerra híbrida. Como enfrentar um avatar?


25 de setembro de 2018, 22h27

Bolsonaro X Haddad no segundo turno? Guerra híbrida continua vencendo

Para além do impeachment e a prisão de Lula, há um objetivo semiótico mais insidioso: polarização (petismo X anti-petismo) e despolitização - infantilização do debate político através do ódio e irracionalidade de uma opinião pública que se acostumou a odiar a Política. E nesse momento, a grande mídia busca mais uma “bala de prata” para turbinar a polarização


18 de setembro de 2018, 20h17

Por que teledramaturgia da Globo está assombrada com o Tempo e a História?

Sabe-se que em ano eleitoral o laboratório de feitiçarias semióticas da emissora funciona em tempo integral. O que essa recorrência pode significar dentro desse contexto? Nova bomba semiótica? Ou o sintoma do temor de uma emissora hegemônica que sabe da importância do atual cenário eleitoral?


10 de setembro de 2018, 16h40

Atentado a Bolsonaro foi um tombo para cima?

De uma reunião sigilosa de Bolsonaro com o Grupo Globo no início da semana à euforia dos 1.000 pontos do mercado financeiro ao saber da facada no candidato terminando com uma cobertura emotiva e apelativa no Jornal Nacional com vídeo exclusivo de Bolsonaro falando de Deus, da maldade humana e descrevendo o atacante como um “lobo solitário”, fecha-se o roteiro típico de um filme ou HQ: Bolsonaro foi promovido a “Mito Plano B” do consórcio jurídico-midiático – um final feliz com um tombo para cima?


04 de setembro de 2018, 16h35

Tautismo Global, sincronismos e ironias no incêndio do Museu Nacional

No Manifesto Futurista, Marinetti falava em “destruir museus” para libertar as consciências dos “inúmeros cemitérios”, e nos prepararmos para o futuro. Em visita ao Rio em 1926, Marinetti repetiu tudo isso e viu no Brasil um país futurista porque não teria “nostalgia das suas tradições”... Claro, Marinetti era um iconoclasta. Mas o Brasil é mais realista que o rei. Leva ao pé-da-letra coisas como “austeridade fiscal” (cuja realização máxima foi, até aqui, a “PEC da Morte”) que até o próprio FMI criticou em 2016. O incêndio do Museu Nacional foi um acontecimento irônico e sincrônico, na cidade em que Marinetti via a “realização acidental” do futurismo: resultado do neoliberalismo levado à sério num momento em que o fascismo se aproxima no segundo turno das eleições