Cinegnose

por Wilson Ferreira

  • A ameaça simbólica de Lula e a Síndrome de Brian da esquerda

    Em todos esses últimos anos de Lava Jato, com os sucessivos nomes criativos das operações da PF para batizar cada show de meganhagem ao vivo na TV, é evidente que o Judiciário está muito consciente da natureza semiótica da atual guerra política brasileira

  • Rebaixamento dos padrões de inteligência da Revolução Industrial 4.0 criou Bolsonaro

    No momento em que Jair Bolsonaro saiu da sua zona de conforto e se expôs em cenários não controlados como o Fórum Econômico de Davos ou a tragédia de Brumadinho/MG, revela-se a sua condição limítrofe, com sérias deficiências cognitivas. E diante de pesquisas de opinião cujos resultados se colocam contra as principais linhas da sua “plataforma de governo”, muitos questionaram: mas afinal, como ele foi eleito?

  • Nova logomarca revela que Bolsonaro não consegue sair do personagem

    Em cinema e teatro fala-se muito de atores que, de tão concentrados no personagem, não conseguem mais sair do papel. Uma análise semiótica da nova identidade visual do Governo Federal revela que nada mais resta para o presidente Jair Bolsonaro do que se manter no personagem da campanha eleitoral – belicoso e provocativo, pronto para criar sempre um novo inimigo

  • Quando a realidade supera a comédia na série “Who is America?”

    Como fazer uma sátira política de um país que parece imitar os estereótipos que a própria mídia faz da América? Como fazer humor de um país que já teve um ex-ator de Hollywood como presidente e, o atual, um dublê de empresário e ex-apresentador de reality show de TV? Esse é o desafio do comediante Sacha Baron Cohen na série “Who is America?” (2018-): como satirizar um país no qual a realidade parece superar a comédia

  • As guerras táticas da comunicação de Bolsonaro

    Bastaram apenas quatro dias desde a posse (ou possessão?) do presidente eleito, para ficar clara a linha de continuidade entre a campanha eleitoral e a estratégia de Governo: uma atividade sistemática e diária de comunicação que objetiva criar uma espécie de fosso repleto de crocodilos em volta do castelo. 

  • Como envenenar psiquicamente um povo no filme “Os Demônios”

    Os tribunais eclesiásticos da Inquisição foram muito mais do que produtos do fanatismo religioso. Foram instrumentos de “lawfare” para a dominação política da Igreja. Em “Os Demônios” a Inquisição é um instrumento de uma estratégia mais ampla que hoje chamamos de “Guerra Híbrida

  • “Coletes Amarelos” na França: a revolução não será televisionada!

    Até aqui a grande mídia passa batida para “o déjà vu” dos protestos dos “coletes amarelos” na França: em 2013 as chamadas “Jornadas de Junho” no Brasil foram narradas da mesma maneira como hoje noticiam os protestos franceses. A revolução não será televisionada: a mídia não está relatando o que as pessoas fazem; relatam apenas o que as pessoas fazem para obter a atenção da mídia para o Capitalismo dar um novo salto – o populismo de direita

  • Cinegnose e Coletivo Resistência discutem guerra semiótica e antimídia

    Na pauta, o detalhamento das táticas de mineração de Big Data nas redes sociais nas campanhas de Trump e Bolsonaro, e a articulação entre mídias tradicionais e as redes – “frame set” + criação de “Co-Memes” (constelação de memes que se apoiam mutuamente)