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09 de setembro de 2010, 21h30

Internet ainda tem pouco impacto na campanha

Texto publicado em: Blog Estadão
9 de setembro de 2010|19h46|

Por Agências

O roteiro esperado previa a renovação do debate político e do diálogo mas, no clímax da novela eleitoral, a presença da Internet na campanha está mais para coadjuvante do que protagonista.

As campanhas dos presidenciáveis ainda tentam decifrar o impacto que a movimentação online teve sobre o eleitorado brasileiro a menos de um mês da eleição, mas uma coisa parece certa: reforçou a participação de militantes na web. A dúvida é o efeito real exercido sobre os demais eleitores. Num país onde 42 por cento da população tem acesso à Internet, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o interesse do eleitorado é o fiel da balança na eficácia da campanha online.

“A internet está muito superdimensionada,” afirmou Soninha Francine, responsável pela campanha de José Serra (PSDB) na web.”É boa para quem é militante, que pode encontrar outros militantes. Para quem é indeciso é ótimo, desde que seja interessado. O indeciso desinteressado vai decidir pelo santinho que ele pegou na calçada no dia da eleição”, disse.

A sucessão gerou hits virtuais, como o vídeo Dilmaboy, na qual um universitário dança e canta em admiração à Dilma Rousseff (PT). No Twitter, Serra e a petista trocam mensagens com internautas que incluem dicas de livros, músicas, afagos e agenda de campanha.

A temporada de caça as votos reuniu os candidatos no primeiro debate entre presidenciáveis na internet no país, mas o mundo online está longe de ser o destino favorito do eleitorado real. São 135,8 milhões de eleitores brasileiros mas, segundo pesquisa Datafolha, apenas 7 por cento dos votantes preferem a Internet para obter informações sobre os candidatos. A televisão continua soberana neste reino, sendo a escolha de 65 por cento.

“A TV tem papel muito importante, devido à audiência. A mudança de indecisos na internet não é tão grande como na TV mas, sim, ocorre” explicou Marcello Branco, coordenador da campanha online de Dilma.

As redes sociais tornaram-se a menina dos olhos de ouro para as campanhas, que afirmam ter devolvido ao público o “controle” sobre o debate político. “A internet possibilitou que milhares de pessoas entrassem no debate político com seu próprio conteúdo,” disse Branco. “A Internet também força o debate nas ruas.”

Mas, se a arrecadação é um exemplo, não foi desta vez que a estrela da web brilhou. A campanha do PV, por exemplo, levantou menos de 100 mil reais em doações online de um total de 12 milhões de reais. “Ainda é uma incógnita,” resumiu o coordenador executivo da campanha do PV, João Paulo Capobianco.

/HUGO BACHEGA (REUTERS)


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