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20 de janeiro de 2012, 18h01

O futuro da TV aberta no Brasil 2

Atualizada em 27/01/12 às 01h42.

Em postagem anterior, já havia tratado sobre o futuro das emissoras de TV aberta no Brasil (leia aqui) e os prognósticos apresentados naquele texto estão se tornando mais visíveis por meio de várias notícias veiculadas na imprensa geral.

No texto anterior, afirmamos que, em um futuro próximo, veríamos as emissoras de televisão tentarem se adequar às novas demandas da audiência e aos desafios impostos pelos dispositivos móveis, TV paga e banda larga de algumas formas, entre elas: o corte de custos e fusões e aquisições.

No caso de SBT e da RedeTV!, ao que parece, estes prognósticos estão se concretizando

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Ainda com alguma gordura para queimar, Silvio Santos vem se desfazendo de empresas do grupo mantendo o SBT como segunda emissora em audiência no país. Entretanto, a RedeTV!, com apenas 12 anos de história a situação é mais grave. RedeTV! está a quatro meses sem a concessão para atuar, pois não consegue a certidão negativa da Receita Federal e do INSS. Em recente informação noticiada pelo site portal R7, a justiça determinou que a RedeTV! assuma a dívida do FGTS da extinta TV Manchete junto aos funcionários daquela emissora. Estima-se que a dívida chegue a R$ 100 milhões de reais. (leia aqui). Esta decisão pode selar o destino da emissora.

As duas empresas adotaram a redução de custos em suas produções e na redução dos salários de funcionários como estratégia, mas não foi o suficiente. Agora, rumores dão conta de que há interessados na compra das duas emissoras. O empresário Eike Batista interessado no SBT e um grupo americano chamado Global Eagle, supostamente ligado à MGM, interessado na RedeTV!

Como venho afirmando, a TV aberta brasileira interessa muito aos grandes conglomerados de comunicação. o Brasil é o sétimo mercado mundial em publicidade, vem obtendo crescimento econômico, melhor distribuição de renda, ocupa hoje a 6ª colocação entre as potências econômicas e uma empresa de comunicação familiar sem pertencer a um grupo maior de comunicação não se sustenta. Esse é o caso de todas as emissoras no Brasil. Uma coisa é fato, concordem ou não os gestores das emissoras nacionais, o modelo de negócios da TV aberta no Brasil não sustenta mais o tamanho da estrutura das emissoras, e ainda nem mencionamos as empresas de telefonia que estão pressionando o Governo Federal pelo uso da faixa de 700 Mhz,  utilizadas atualmente para a TV analógica, para utilização da telefonia celular 4G.

Dentro em breve veremos uma luta ser travava no Congresso Nacional, o aumento ou total exclusão de limites à participação do capital estrangeiro nas empresas de radiodifusão. Para isto, é preciso uma mudança na Legislação atual. Alguém duvida que isto possa ocorrer?


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