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20 de junho de 2019, 10h07

Dallagnol piscou, por Leandro Fortes

A força tarefa apagou as mensagens dos grupos de Telegram. A ação não é apenas um atestado de culpa, mas, antes de tudo, CRIME de destruição de provas

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A força tarefa (seja lá o que isso ainda signifique) da Operação Lava Jato, em Curitiba, anunciou, formalmente, ter APAGADO todas as mensagens dos grupos de Telegram sobre as quais versam os vazamentos ora publicados pelo site The Intercept Brasil.

A ação não é apenas um atestado de culpa dessa patota comandada pelo bochecha rosa Deltan Dallangnol. É, antes de tudo, CRIME de destruição de provas, penalmente designado como obstrução da Justiça, porque há uma investigação em curso sob responsabilidade da Polícia Federal, sem falar na que está sendo feita, também, pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

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É caso de decretação de prisão preventiva, hoje, agora.

Essa destruição de provas faz parte de um plano mambembe de desqualificação das mensagens vazadas pelo Intercept Brasil dentro da estratégia cafajeste de qualificar os vazamentos como um ataque à Lava Jato.

Trata-se de uma ciranda de idiotas que se iniciou com o depoimento de Sérgio Moro, no Senado Federal, um espetáculo grotesco de bajulação, ignorância e mentiras, incapaz de se sustentar sobre fatos reais.

O ex-juiz finge não entender que ninguém, nem mesmo Bozo, dá a mínima se ele vai continuar ou não no Ministério da Justiça, onde o cadáver dele já está cheirando mal. Para o lugar dele deve haver, pelo menos, mais meia dúzia de psicopatas no cadastro da Casa Civil.

A questão fundamental é a anulação da Lava Jato, por conta dos vícios de origem detectados pelas mensagens vazadas, um relicário repleto de intromissões, negociatas e diálogos incestuosos entre Moro e os acusadores, com o intuito claro, cristalino, de condenar Luiz Inácio Lula da Silva.

Por isso que, apavorados, os procuradores de Curitiba apagaram os rastros de forma despudorada, esfregando mais esse arbítrio na cara da Justiça e da sociedade brasileira.

Sem os originais, imaginam os curitibocas, a narrativa de manipulação das mensagens pode ser colocada em campo sem possibilidade de checagem dos conteúdos – uma loucura que vai e vem, de acordo com o estado de maior ou menor confusão mental de Moro.

O mais incrível é que essa turma apavorada não sabe o tamanho da bobagem que fez. Ao contrário do que Dallangnol anunciou, nada foi apagado da “nuvem”, termo que deve ter sido inserido no anúncio por orientação do rapaz da informática, lá do MP. A “nuvem” está lá, com tudo dentro, sob responsabilidade do Telegram, prontinha para ser acessada, via ação judicial.


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