Denúncia de assédio sexual no BBB leva Globo a demitir produtores acusados

Mulher revelou que, durante as etapas de seleção, dois produtores do programa pediram fotos íntimas para avaliar

Após Aline Vargas ter denunciado que foi vítima de assédio sexual por parte de dois produtores do Big Brother Brasil, a Rede Globo se manifestou e afirmou que os acusados não trabalham mais na empresa.

“A Globo não comenta questões relacionadas a Compliance, mas o colaborador em questão não está mais na empresa”, revelou a empresa.

Em outro momento, o comunicado da empresa afirma que possui “um Código de Ética, que deve ser seguido por todos os nossos colaboradores, e uma ouvidoria pronta para receber quaisquer relatos de violação ao Código”.

Segundo a emissora, “todo relato é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento e as medidas necessárias são adotadas”.

De acordo com a denúncia de Aline Vargas, foram dois produtores que a assediaram durante a fase seletiva do programa. Vargas revelou que os dois homens pediram “nudes” (fotos de corpo nu) para que ela fosse aprovada. Como ela se recusou a enviar as fotos, foi reprovada para entrar no programa.

Dessa maneira, ela registrou boletim de ocorrência contra os dois produtores da emissora. O caso ocorreu durante a seleção para a edição de 2020 do Big Brother Brasil.

Com informações do Fuxico e Balanço Geral.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).