Blog da Maria Frô

ativismo é por aqui

No rastro do óleo do Nordeste
13 de julho de 2011, 13h35

45 mil pobres varridos como lixo de área nobre em São Paulo

Neste post aqui elegi o Mascote da Copa: Pereira Passos. Vá até lá, leia as notícias linkadas e a notícia abaixo e comprove se Kassab e Eduardo Paes não são reencarnações do prefeito do bota-abaixo e varre o pobre para bem longe.

Kassab, com apoio da Câmara, está aproveitando pra vender também toda a cidade para as empreiteiras e como não existe Ministério Público na cidade está tudo bem, os pobres que se lixem.

Megadesapropriação retira 45 mil de área nobre em SP

Do Brasil 247
13 de Julho de 2011

Megadesapropriação retira 45 mil de área nobre em SP

Foto: NILTON FUKUDA/AGÊNCIA ESTADO

É A MAIOR DESAPROPRIAÇÃO DA HISTÓRIA DE SP; REMOÇÃO DE 10 MIL FAMÍLIAS NA ZONA SUL COMEÇA EM AGOSTO; PREFEITURA PAGARÁ ALUGUEL SOCIAL DE R$ 300; SERÁ FEITO UM TÚNEL E UM PARQUE LINEAR; CUSTO: R$ 4,5 BI; PRESIDENTE DA CÂMARA GANHOU TRATORZINHO

247 _ A maior desapropriação da história de São Paulo vai mexer diretamente na vida de 45 mil moradores da zona sul de São Paulo. Eles serão transferidos de suas moradias, tanto de casas que recolhem IPTU como de barracos em favelas, a partir de agosto, para lugares ainda não determinados. Eles vivem no eixo que liga a avenida Roberto Marinho (Águas Espraiadas) à rodovia dos Imigrantes. Um túnel será cavado na área, e por isso eles terão de ser desalojados. As remoções começam em agosto, e a conclusão da obra é prevista para 2014. Segundo o estudo de impacto ambiental da prefeitura, 8,1 mil famílias/casas serão afetadas, 7 mil em favelas. Nos cálculos dos moradores, os números são bem outros: ao menos 11,4 mil casas serão demolidas, nas quais moram cerca de 45 mil pessoas.

Pelo projeto original, de 2001, a intenção era a feitura de um parque linear nas margens do córrego Água Espraiada, acrescentando área verde à região. Esse projeto tinha o valor original de R$ 2,1 bilhões para o investimento público. Os vereadores, no entanto, não tiveram pressa em votar pelo parque, mais tarde incluíram a feitura do túnel no projeto original e, ai sim, com o investimento elevado para os atualmente previstos R$ 4,5 bilhões, o aprovaram.

Foram 39 votos a favor, entre 55, na noite do último dia 5, na Câmara Municipal. Irônica, a vereadora Juliana Cardoso, que fez oposição ao projeto, entregou um trator de brinquedo ao presidente da Câmara, José Police Neto. Os governistas não gostaram, mas ele realmente fez por merecer. A Secretaria Municipal de Habitação já cadastrou 8,5 mil famílias que deixarão a região para morar em conjuntos habitacionais do CDHU. As empreiteiras que ganharem a licitação para fazer o túnel terão de construir 3 mil casas para compensar os desalojados. Em todas as contas das associações de moradores esse número é insuficiente para atender a demanda.

Enquanto não tiveram novas moradias, os desalojados receberão o chamado aluguel social, de R$ 300 por mês. Os moradores foram pegos de surpresa pela aprovação do projeto, que antes de ser votado não mereceu nenhum tipo de discussão mais aprofundada com a comunidade. “A prefeitura não nos procurou, descobrimos por acaso quando chegou aqui um pessoal pra fazer medições”, contou Marcos Munarim, um dos coordenadores do movimento de oposição ao túnel no bairro do Jabaquara, ao site Terra.

As remoções começam em agosto, e a conclusão da obra é prevista para 2014. Segundo o estudo de impacto ambiental da prefeitura, 8,1 mil famílias/casas serão afetadas, 7 mil em favelas. Nos cálculos dos moradores, os números são ainda maiores: ao menos 11,4 mil casas, o que significa cerca de 45 mil pessoas.

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