Blog da Maria Frô

ativismo é por aqui

09 de junho de 2016, 15h50

A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil

Por Renata Neder, Assessora de Direitos Humanos Anistia Internacional Brasil

Anistia Internacional

Na última quarta (8), estive em Brasília para acompanhar a apresentação do relatório final da CPI do Assassinato de Jovens do Senado Federal.

O relatório traz um panorama geral do quadro de homicídios de jovens no país, destacando que a principal vítima da violência letal é o jovem negro do sexo masculino e que a impunidade para estes casos, infelizmente, é a regra.

Com a proximidade das Olimpíadas Rio 2016, há risco de aumento das violações de direitos humanos na área da segurança publica. Em 2014, ano de realização da Copa do Mundo, a Anistia Internacional documentou a repressão violenta a protestos, o aumento de 40% nas mortes em operações policiais e violações cometidas pelas Forças Armadas no policiamento de favelas e periferias.

Exija responsabilidade das autoridades e peça que elas tomem medidas efetivas para mudar essa realidade.
ASSINE AGORA
A campanha A violência não faz parte desse jogo! é um reflexo do nosso trabalho de mais de dois anos acompanhando e documentando violações de direitos humanos no campo da segurança pública na cidade do Rio de Janeiro.

A partir do nosso trabalho de documentação e denúncia, é possível constatar um risco de aumento das violações de direitos humanos por parte da polícia no período próximo a megaeventos, tanto na repressão a protestos com uso excessivo da força e detenções arbitrárias, como na violência policial em áreas de favelas e periferias.

Por isso, essa petição é focada nas políticas de segurança pública antes e durante a Rio 2016. Não queremos que essas violações se repitam a pretexto das Olimpíadas.

Não vamos aceitar o uso desnecessário e excessivo da força pela polícia e pelas forças armadas, ou um aumento no número de violações antes e durante a realização das Olimpíadas Rio 2016.

O relatório final da CPI que foi apresentado na quarta mostra que ainda temos muito o que fazer avançar em uma política de segurança pública que promova e respeite direitos. Mas ele também contribui para a formulação de políticas públicas e propõe medidas concretas que devem ser adotadas pelas autoridades.

Vamos continuar acompanhando e pressionando as autoridades competentes para implementar as recomendações! Assine a petição e apoie esta mobilização.

A participação da sociedade é fundamental para pressionar as autoridades por mudanças.


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