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17 de setembro de 2010, 10h33

Ato em defesa da democracia no Brasil, legalidade nas eleições

Eu não sei o que meus amigos farão, mas eu sei o que eu farei: irei para as ruas, resistirei a qualquer tentativa de golpe, o Brasil não é Honduras.

Não é possível que cinco corporações midiáticas, sem nenhum fato concreto, sem nenhuma prova continuem agindo como estão, buscando destruir a respeitabilidade de instituições sérias do país como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco do Brasil, a Casa Civil da República.

Não é possível que o que há de mais grotesco na imprensa se junte com generais de pijama e tenham a coragem e desfaçatez de pôr na boca palavras tão caras ao povo brasileiro como DEMOCRACIA, COMBATE À CENSURA, PATRIOTISMO.

Para este pequeno grupo de golpistas representado na mídia velha, democracia  significa a continuidade deste grupo controlando a comunicação no país, a permanência dele dando as cartas no intuito de manter um  país excludente onde só este grupo tem a liberdade de dizer as sandices que lhe vier à telha.

Alguém em sã consciência pode imaginar que deve ser levado a sério um sujeito 171 que o Jornal 171 afirmou ser sócio de uma empresa e a empresa prova que não é e fica por isso mesmo?

Alguém pode seriamente levar a sério um sujeito processado duas vezes, que foi preso por dez meses por interceptação de roubo de cargas, proprietário de uma empresa nada idônea, que tem recusado um empréstimo de banco público, acusar impunemente o governo de exigir propina, quando o que ocorreu foi a recusa  de empréstimo de dinheiro público para estelionatário? E finalmente como é que a palavra de um estelionatário (foi só a palavra não há uma única prova apresentada) pode virar manchete do Jornal 171, depois ocupar vários minutos na TV filha do golpe militar (que é concessão pública e ignora totalmente este fato) legitimando as acusações deste estelionatário contra uma ministra? Em que país com uma imprensa séria e honesta esta fábula ganharia tanta repercussão?

É contra esta nova tentativa de golpe de um pseudo-jornalismo que nasceu com o golpe militar, sobreviveu sustentado por golpistas que estarei no ato em defesa da Democracia e contra o golpismo midiático.

COMPAREÇA AO ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA!

CONTRA A BAIXARIA NAS ELEIÇÕES!

CONTRA O GOLPISMO MIDIÁTICO!

Na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o país e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na “presunção da culpa”, numa afronta à Constituição que fixa a “presunção da inocência”.

Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha no programa de TV do candidato das forças conservadoras.

Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular, e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil.

A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha. Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso.

Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando da ofensiva estão grupos de comunicação que – pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar  – já mostraram seu desapreço pela democracia.

É por isso que centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e personalidades das mais variadas origens realizarão – com apoio do movimento de blogueiros progressistas – um ato em defesa da democracia.

Participe!  Vamos dar um basta às baixarias da direita!

Abaixo o golpismo midiático!

Viva a Democracia!

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O ato acontece na próxima quinta-feira, 23 de setembro, às 19 horas, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (rua Rego Freitas, 530, centro de São Paulo). Anoto o caráter simbólico: o auditório do Sindicato tem o nome de Vladimir Herzog – jornalista assassinado pela ditadura militar, que teve o apoio desses mesmos grupos de comunicação que, hoje, tentam lançar o Brasil no abismo.


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