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12 de outubro de 2011, 12h27

Bancários: 36 mil trabalhadores parados

Bancários de São Paulo ampliam paralisações, com a participação de 36 mil trabalhadores

Por: Elisângela Cordeiro / Viviane Claudino, Assessoria de Imprensa, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

11/10/2011

Os trabalhadores não se intimidam diante do silêncio dos banqueiros e fortalecem a greve nacional da categoria paralisando, além das agências, algumas das maiores concentrações dos bancos na capital paulista. Quase 36 mil bancários de 758 locais de trabalho, sendo 23 concentrações, aderiram ao movimento nesta terça-feira 11 de outubro, décimo quinto dia do movimento.

“A nossa luta é justa e vamos continuar ampliando a mobilização enquanto a intransigência dos banqueiros continuar a crescer”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. “Os bancos brasileiros, campeões na cobrança de juros, se superaram. Apesar da queda na Selic, aumentaram ainda mais o spread bancário que chegou a 27,8%. Somam seus lucros, às custas da sociedade, mas na hora de retribuir com contratações e melhorar o atendimento dizem não”, destacou.

Além de vários prédios administrativos do Banco do Brasil e da Caixa Federal, os bancários cruzaram os braços novamente no Centro Administrativo Brigadeiro, no Centro Administrativo (CAU) e no Centro Tecnológico Operacional (CTO), todos do Itaú Unibanco; em Alphaville, uma das maiores concentrações do Bradesco; e Centro Administrativo (Casa 1), do Santander, onde funcionam departamentos ligados a serviços de câmbio, contas a pagar e envio de relatórios à matriz na Espanha.

Desrespeito – No CAU e no CTO, ambos do Itaú Unibanco, a prática de contingenciamento se repetiu, com esquemas organizados pelos bancos para obrigar os bancários a trabalharem, desrespeitando o direito de greve. Helicópteros transportando trabalhadores e obrigando-os a furar a greve eram vistos cruzando o céu durante toda a manhã, numa demonstração de prática antissindical do banco. O mesmo acontece no prédio do Patriarca, no centro da cidade, que também está parado. O banco, inclusive, está operando pousos e decolagens em locais sem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Sindicato já denunciou a prática à Anac e à Defesa Civil.

ATO – Os bancários encerram o 15º dia de greve com um ato em frente em frente à Praça do Patriarca, no qual cobraram da Fenaban a reabertura da negociações. A greve dos bancários chega nesta quarta-feira 12, ao 16º dia de greve.

Comando Nacional dos Bancários – Uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff e uma reunião com o presidente da federação dos bancos (Fenaban), Murilo Portugal, além da realização de um ato nacional, na sexta-feira 14. Essas foram algumas das medidas definidas nesta terça-feira 11, pelos integrantes do Comando Nacional dos Bancários que, reunidos em São Paulo, decidiram também ampliar a greve da categoria.

“Vamos levar à presidenta Dilma um relatório com dados que demonstram que é perfeitamente possível aos bancos aumentar salários, contratar mais bancários e melhorar as condições de trabalho e de atendimento aos clientes”, afirma Juvandia. “Os bancos ganham muito no Brasil e estão devendo à sociedade. A greve começou e se estende por culpa do setor que mais lucra no país, mas se recusa a valorizar os trabalhadores. Os representes dos bancários também irão solicitar à presidenta Dilma a realização de uma Conferência Nacional para discutir o papel do Sistema Financeiro.

O Comando dos Bancários também vai enviar carta a Murilo Portugal, cobrando a retomada das negociações e proposta decente.

Leia também:
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