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19 de setembro de 2010, 13h34

Cinco dias em Brasília: família, amigos, blogueiros e NaVaranda

Este post é próximo post são para agradecer aos meus amigos queridos, para falar da experiência bacana que tive o prazer de compartilhar com alguns desses amigos queridos e blogueiros do DF: o #navaranda com o ministro Alexandre Padilha.

Este, especificamente, é também um relatório aos meus trolls de estimação. Sou uma ‘blogueira suja’ boazinha, gosto de facilitar a vida deles e deixá-los bem informados. Mesmo assim eles cometem gafes sem fim. Oferecem-me farto material para o dia que tiver dinheiro para advogados, poder fazer até um pé de meia processando meus trolls de estimação.

Sem mais delongas, bóra começar:

Meus amigos do mundo off e online sabem que minha mãe fez uma cirurgia no final de julho. Ela teve de pôr um cateter no ureter, tirou várias pedras e teve complicações na cirurgia e no pós-cirúrgico, especialmente devido ao fato de ter uma doença congênita, descoberta na cirurgia. Há dois meses ela está com os rins inflamados e com uma infecção que não cessa.

Meu amigos sabem igualmente que meu irmão Coca que tem síndrome de Leigh, uma doença degenerativa, está num processo de depressão profunda há pelo menos dois anos.

Desde o início do ano ele retomou o tratamento no Sarah iniciado em Salvador, desta vez na unidade de Brasília. Não é fácil manter este tratamento para uma família sem grandes recursos como a minha. A mãe, aos 70 anos, sequer tem aposentadoria, meu pai ganha um salário mínimo e só recentemente conseguimos na Justiça, depois de longos anos de processo, que meu irmão Coca recebesse um salário mínimo de aposentadoria (grande parte vai para os trocentos remédios que ele toma).

A saúde no estado de São Paulo, infelizmente é boa para quem pode frequentar  Sírio Libanês, Einstein… o governo do estado, junto com o do Espírito Santo e de Santa Catarina sequer investem no SAMU192. Assim, para eles saírem de Cubatão, cidade onde vivem, para tratamento em Brasília é algo que mobiliza toda a família e muitas prestações ao mês para o pagamento das passagens aéreas.

A consulta para o Coca estava marcada para o princípio de agosto, era impossível, pois minha mãe tinha acabado de fazer a cirurgia. Conseguimos mudar para setembro e graças ao presente de aniversário do Emerson Luis e do Guto Carvalho consegui as minhas passagens para acompanhar a mãe e o irmão. Guilherme nos hospedou, pôs a nossa disposição a ajuda da Francisca, contamos com a o apoio dos porteiros que socorriam na hora de dar banho no brother e colocá-lo no táxi quando saíamos em consultas.

Na terça-feira encontrei-me com Plínio de Arruda Sampaio que estava em campanha visitando o Sarah, delicado e gentil cumprimentou a todos os doentes e familiares. Plínio com aquele corpo frágil e sua luta imensa emociona. Eu já estava bem emocionada com tantas histórias semelhantes as dores de minha mãe em relação ao meu irmão, por pouco não chorei ali.

Na quarta-feira Bruno Pinheiro atendeu a minha mãe gratuitamente. Para além da consulta cortesia, ele foi de uma delicadeza que a gente poderia ter em todo o sistema de saúde fosse público ou privado. Medicina humanizada é o que pratica este talentoso urologista. A mãe já se sente melhor e hoje é último dia dos remédios.

Em Brasília conheci o Dominique, cabeleireiro com um corte incrível e preço camarada. Indico seu salão Flash na 104 Sul.

Sem as  caronas da Carine Roos e o empréstimo do seu carro para eu dirigir até Abadiânia (uma aventura à parte que me deixou bem feliz pelo feito) eu não teria conseguido deixar minha mãe mais tranquila e não teria ficado tão feliz com a empreitada: fui e voltei e não errei nadica no percurso. Brasília é muito bem sinalizada e as estradas federais que ligam o DF a Goiás são ótimas e sem os famigerados e escandalosos pedágios do estado de São Paulo.

Brasília e seu entorno respira política a campanha de todos os partidos estão em todos os cantos, Plínio na terça, na quinta carreatas do Marcos Perillo e um bando de correligionários tucanos na Casa Inácio de Loyola, do médium João de Deus em Abadiânia.

Até mesmo as conversas com os taxistas, donos de supermercados, as meninas do salão do Dominique foram valiosas e o tema central são as eleições. O taxista Lucas ao comentar a primeira série dos factóides do consórcio escandolândia da Óia, Fôia e afins disse para mim e para minha mãe: “Eu nunca votei no Lula, fui enganado pelo Roriz. Mas eu vou dizer, eu não quero que a Dilma apenas vença no primeiro turno, eu quero que ela vença de lavada! Eu e toda a minha família vamos votar na Dilma, porque só cego não vê o quanto o Brasil melhorou com o Lula“. Taí, este também é o meu desejo.

Eu, a mãe e o mano chegamos na segunda à noite. Vi pelo twitter do @emerluis que haveria um #navaranda, um projeto super bacana levado a cabo por ele e pelo Césinha,  Guto Carvalho e Fernando Ike.

Trata-se de um podcast que acontece de tempos em tempos com poucos recursos e muita criatividade desses meninos sabidos que admiro tanto. Oferecida, eu me convidei para ir e, na terça à noite, estava na varanda do apartamento do Emerson na Asa Norte.

Mas antes de falar desta experiência, deixa-me terminar o relatório para os meus trolleiros de estimação: na quarta-feira consulta médica da mãe com o Dr. Bruno Pinheiro, na quinta-feira ida a Abadiânia dirigindo na caranga da @carineroos, na sexta levei a mãe e o brother no aeroporto e conheci vários ‘blogueiros sujos’ do DF entre eles: @marxismoonline, @freitascouto, @bruxaOD, @chamadadecapa, @cathala @bete_davis, @mariluca, e revi amigos: @carineroos, @emerluis, @cesaraovivo, @saritabastos, @prenass, @rogeriotomazjr.

Hoje almocei no Beirute da Asa Sul com  @carineroos, @emerluis, @cesaraovivo e o @gutocarvalho e pude ver que os blogueiros do DF estão a todo vapor para o encontro regional do #blogprog.

Felizes trolleiros? Querem os recibos? Ah! Aviso para os mais raivosos que não encontrei a progenitora de nenhum de vocês, portanto, sem dinheiro na meia, calcinha ou sutiã, ok?


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