Blog da Maria Frô

ativismo é por aqui

15 de novembro de 2013, 13h59

Época (do grupo Globo que sonega impostos), ao estilo Folha, aposta no desgaste de Haddad

Matéria de Época,  revista do grupo da Rede Globo, grupo que nunca é demais lembrar sonegou meio bilhão de reais em impostos e também está na lista de investigação da máfia dos fiscais em SP como mostra reportagem de Luiz Carlos Azenha: Bastidores: A lista que traz o nome da Globo já não tem a mesma importância não se sente nem um pouco constrangida em defender a gestão de Kassab, responsável por mais de meio bilhão de desvios da Máfia dos fiscais e força a pena no ataque à gestão de Haddad, responsável por investigar a máfia dos fiscais.

Professor Wagner Iglecias  Haddad na mira; já havia chamado a atenção para o foco deturpado da grande mídia que quer jogar nas costas do investigador a culpa dos corruptos investigados, da mídia que não tem compromisso algum com a notícia e sim com seus interesses, da mídia ela mesma sonegadora de impostos. Será que se houvesse investigação se poderia provar que também certos grupos midiáticos seriam eles mesmos beneficiários da Máfia dos Fiscais?

Fonte: Viomundo

“Ao que consta o esquema de corrupção surgiu durante a gestão Serra (PSDB), continuou durante a gestão Kassab (PSD) e agora Haddad (PT) tenta combate-lo. Mas parte da imprensa só faz criticar Haddad, dizendo que ele apostou e perdeu, ou aborda o esquema de 2013 em diante, quando começou a gestão do petista. Reduz o atual prefeito de SP ou a um ingênuo ou a um aproveitador que estaria a fim de tirar dividendos marqueteiros de toda essa história. Estão ausentes da cobertura de certa imprensa dois pontos: a tão propalada necessidade de se combater a corrupção e uma análise sobre os ganhos que o cidadão e o contribuinte paulistanos terão com o desbaratamento do esquema. ” (Wagner Iglesias, apresentando a matéria manipuladora abaixo)

Haddad apostou – e perdeu

O prefeito de São Paulo declarou guerra a seu antecessor, Gilberto Kassab, e com isso criou problemas para o PT e para ele mesmo

Por: ALBERTO BOMBIG E LEOPOLDO MATEUS

14/11/2013

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Ele desagradou o Planalto e também seu padrinho (Foto: Andre Dusek/Estadão Conteúdo)

O jogo de roleta e a política têm pelo menos uma coisa em comum: nas duas atividades, os novatos e os experientes se diferenciam de forma clara. Os tarimbados na roleta começam cautelosamente, apostando poucas fichas em muitos números. Quando reúnem um bom cacife, partem para lances mais arriscados. Acuado pelos baixíssimos índices de popularidade – apenas 15% de aprovação, depois de aumentar impostos e ver o caos se instaurar no trânsito com as faixas exclusivas de ônibus – o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), um novato na política, resolveu apostar todas as fichas numa providência arriscada: jogar a culpa no antecessor.

O pretexto para bater em Gilberto Kassab (PSD) foi o escândalo que levou para a cadeia Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos, Carlos Di Lallo Leite do Amaral e Luis Alexandre Cardozo de Magalhães, todos funcionários concursados da prefeitura paulista e acusados pelo Ministério Público Estadual de formar uma quadrilha que desviou ao menos R$ 500 milhões dos cofres públicos. Ao comentar a prisão dos fiscais em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Haddad afirmou tratar-se de uma “resposta do Executivo a uma situação de descalabro” herdada da gestão anterior. Questionado sobre quem seria o “prefeito” citado num dos grampos, Haddad respondeu: “Olha… Não é possível desconsiderar que (Ronilson) ocupou um cargo da maior importância na gestão anterior”.

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Kassab reagiu batendo forte. “Ele (Haddad) só esqueceu de olhar para o próprio umbigo, para sua administração, quando a cidade está espantada com o descalabro desse primeiro ano”, afirmou Kassab, também em entrevista à Folha de S.Paulo. O ex-prefeito é citado pelos criminosos em escutas feitas com autorização da Justiça. Ele nega envolvimento com o grupo e diz que a investigação do caso começou ainda em sua gestão, no final do ano passado.

Desde o começo de sua gestão, Haddad se sentia incomodado com o fato de não poder atacar seu antecessor. O PSD de Kassab é um aliado importante de Dilma Rousseff (PT) na luta pela reeleição. Ele somará de dois a três minutos de tempo à propaganda presidencial. Por isso, o comportamento de Haddad desagradou ao governo federal. Em junho, quando a popularidade de Dilma caiu para a casa dos 30% de aprovação, Kassab procurou a presidente para afirmar que não a abandonaria qualquer que fosse o cenário. O Planalto jamais foi contra a investigação na prefeitura de São Paulo. Queria apenas que Kassab, até por ter iniciado a investigação, tivesse recebido outro tratamento por parte dos petistas paulistanos.

Kassab deve reafirmar na próxima semana o apoio à reeleição de Dilma Rousseff, com quem conversa regularmente em Brasília e pelo telefone. Além de desagradar a Dilma, a atitude de Haddad irritou seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Uma divergência numa cidade ou num Estado não pode atrapalhar uma aliança nacional. O Kassab está cumprindo aquilo que ele acordou com a presidente vários meses atrás. O problema de São Paulo vai ser resolvido em São Paulo. Fico feliz com o apoio do PSD a Dilma”, afirmou Lula na quarta-feira (13), em Campo Grande (MS).

Além de ter perdido prestígio no Planalto, Haddad viu a investigação do Ministério Público fazer um estrago – e dos grandes – em seu próprio gabinete. Em depoimento ao MP na terça-feira (12), Magalhães afirmou que, entre dezembro de 2011 até o final do ano passado, pagou uma mesada ao vereador Antonio Donato, secretário de governo de Haddad e homem forte do PT na gestão paulistana. Donato, que coordenou a campanha vitoriosa de Haddad, pediu afastamento do cargo na própria terça. Donato nega o teor da acusação e diz que se defenderá na Câmara Municipal. Um dos mais importantes secretários petistas na gestão Haddad afirma que o partido está “estarrecido” com a acusação a Donato. Segundo ele, Donato participou ativamente desde a construção da Controladoria do município, que investiga o caso, e de várias ações da operação que prendeu os acusados. Os petistas, reservadamente, acusam Kassab de ter “armado” essa situação contra Donato, embora o próprio ex-secretário tenha confidenciado a amigos enxergar “fogo amigo” petista no episódio.

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O episódio complicou de vez a relação entre Kassab e o PT no âmbito municipal. Ela nunca foi boa e agora se complicou de vez. E por mais que Kassab diga que o episódio se restringe ao plano regional, reafirmando seus votos de fidelidade a Dilma, o PT ainda pode ser prejudicado com a briga. Kassab não é importante para o PT apenas nos planos de reeleição de Dilma. Na estratégia montada por Lula para tentar eleger o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ao governo de São Paulo, Kassab precisa sair candidato para tirar votos do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB). O estrago está feito. E, com ele, Haddad vê seu castelo de fichas desabar aos olhos do crupiê.

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