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16 de outubro de 2014, 14h43

Estadão e tucanos insistem: crise hídrica é culpa de Deus

Parece que os jornalistas nunca estudaram ecologia, nunca estudaram o ciclo da água ou mais refinadamente o ciclo hidrológico. Vamos ajudá-los:

Apesar de termos a impressão de que a água está “acabando”, a quantidade de água na Terra é praticamente invariável há 500 milhões de anos. O que muda é a sua distribuição, pois a água não permanece imóvel. Ela se recicla através de um processo chamado Ciclo Hidrológico, através do qual as águas do mar e dos continentes se evaporam, formam nuvens e voltam a cair na terra sob a forma de chuva, neblina e neve. Depois escorrem para rios, lagos ou para o subsolo e aos poucos correm de novo para o mar mantendo o equilíbrio no sistema hidrológico do planeta.

As eventuais “perdas” de água se devem mais à poluição e à contaminação, que podem chegar a inviabilizar a reutilização, do que à redução do volume de água da Terra. A existência do Ciclo Hidrológico é uma das provas de que o gerenciamento adequado dos recursos hídricos, e não a “falta d’água”, é o maior problema a ser enfrentado pela humanidade. (In: Água, abundância e escassez) (grifos nossos)

As grandes cidades, totalmente impermeabilizadas com asfalto, calçadas e pisos, dificultam o ciclo hidrológico, os rios poluídos, depósitos de esgoto, assoreados da cidade de São Paulo e com sua vazante ocupada por marginais e construções também são outro problema. Mas no estado de São Paulo, a terra da garoa,  estes problemas são ainda mais agravados pela má administração tucana há 20 anos no poder. Existem estudos sobre a necessidade de construção de novos reservatórios desde 2001. E nada foi feito. NADA. Ao contrário, a SABESP foi privatizada, tem rombo de 1 bilhão, é alvo de CPI e vereador tucano, chama outro de ‘vagabundo’ e orienta presidenta da Sabesp a não se preocupar com a CPI porque não vai dar em nada.

Estiagens são naturais, no Nordeste, especialmente no Polígono das Secas, elas são periódicas e seculares. Para enfrentá-las a humanidade inventou recursos de armazenagem de água. Os reservatórios são um deles. No Nordeste, por exemplo, um milhão de cisternas construídas conseguem armazenar a quantidade necessária de água para 8 meses de consumo para um família.

Por isso ao ver insistentemente políticos proselitistas serem endossados por jornalistas que por ignorância ou má fé insistem em dizer que estamos sofrendo racionamento em São Paulo (com risco imenso da água acabar nas torneiras em novembro) por causa da seca, indigna. Talvez Deus esteja realmente bravo com o povo paulista que há 20 anos votam insistentemente em tucanos que por não investirem em reservatórios nos matam de sede.

Vereadores e diretor da Sabesp rezam por água em Franca

Por: Rene Moreira – Especial para O Estado

15/10/2014 | 19h 37

Na cidade do interior de São Paulo, a companhia passou a divulgar listas diárias com dezenas de bairros prejudicados

FRANCA – Em Franca (SP), a falta de água levou a uma situação impensada. Na região, rica em recursos hídricos, a seca (grifos nossos) reduziu em 45% a vazão do Rio Canoas – o principal manancial da cidade – e em 65% a do Córrego Pouso Alegre, o outro que completa o abastecimento. Ao visitar o Canoas e saber que os cortes de água começariam nesta quarta-feira, 15, o vereador e pastor Otávio Pinheiro (PTB), pediu para rezar solicitando a ajuda divina por chuva.

Acompanhado de outros 12 vereadores e do diretor da Sabesp (grifos nossos), Rui Engracia, com uma Bíblia nas mãos ele orou na estação de captação. “Fiquei muito assustando (sic) quando vi aquela situação, com o rio baixo e cheio de terra”, justificou. “A gente já estava rezando nos templos, mas agora resolvemos pedir a ajuda de Deus daqui mesmo. Não tem como não se desesperar”.

Divulgação
“A gente já estava rezando nos templos, mas agora resolvemos pedir a ajuda de Deus daqui mesmo”, disse vereador

Na cidade, a Sabesp não assumiu oficialmente o racionamento (grifos nossos), mas divulgou uma lista com dezenas de bairros que estão com corte de água. O diretor da companhia também já informou que a quantidade captada hoje é insuficiente para abastecer toda a cidade e, por isso, 27 caminhões-pipa têm buscado água o dia todo em represas da região para completar os reservatórios. Ele reclama que na cidade o consumo médio diário é de 170 litros de água por dia por habitante, enquanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 110 litros seriam suficientes.


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