Blog da Maria Frô

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29 de novembro de 2010, 21h50

Estado na favela: o que celebrar o que denunciar

Isso é bacana, mas muito bacana de se ver: PAC no Complexo do Alemão. Dedique um tempo para conhecer o link.

Isso é desprezível e deve ser combatido pelo Estado para que de fato a população possa confiar na polícia. Esta ação é indefensável, não dá para ficar buscando justificativas.

Presente de grego
A revolta acompanhada do choro compulsivo ainda preserva um senso de justiça. “Não sou contra a instituição e o trabalho que eles fazem. Entendo tudo que tem que acontecer para um futuro melhor. Sou contra os maus policiais, que usam a farda para prejudicar gente trabalhadora”, disse, aos prantos, Ronai Braga. Ele teve a casa, na Rua 16 da Vila Cruzeiro, arrombada por agentes da Polícia Civil, segundo vizinhos que o acompanharam na delegacia como testemunhas na hora de registrar a ocorrência. Além de destruírem os móveis da residência, na sexta-feira, os invasores levaram R$ 31 mil, que seriam dados como entrada de um apartamento que a família pretendia adquirir.
Com todos os comprovantes na mão — depósitos bancários, rescisão recente de contrato de trabalho após oito anos com carteira assinada em uma empresa, extratos de FGTS e declarações de Imposto de Renda —, Ronai parece querer provar que seu dinheiro é suado. Pais de dois meninos de 2 e 9 anos, o casal não suporta olhar o quarto das crianças, com os móveis quebrados e as roupas jogadas no chão.
A vizinhança do homem que atualmente trabalha como autônomo, pintando camisetas, relatou na delegacia que um dos policiais que entraram na casa era identificado no uniforme como Carlos A positivo — tipo sanguíneo tradicionalmente inscrito na farda dos agentes de segurança. Ronai completará 32 anos amanhã. “Olha que presente ganhei”, diz. (RM) (Fonte: Clipping Planejamento. Gov)

Em todos os depoimentos que encontrei em todas as mídias o apelo é sempre o mesmo: não nos use para espetacularização, queremos direito à Segurança Pública sempre.

E pra você que acha que estamos tratando de ‘ou guerra ou a droga‘; de ‘bandidos versus mocinhos‘ bom ler este texto aqui e este aqui e bom não ignorar os ‘efeitos colaterais’ aqui e aqui. Pergunte sempre: e se fosse a minha mãe? E se fosse a minha filha?

Para você que quer a revolução amanhã, enquanto ela não chega, pensemos no aqui e agora: nenhum ser humano saudável deseja viver sob jugo de traficantes ou de polícia corrupta. Eu sei, é realmente difícil não achar que é tudo balela, ver alguma diferença nessas ações já que nas anteriores as mortes eram no atacado. Talvez este texto esperançoso e sem cair em ufanismos lhe ajude.

Quanto a mim estou buscando entender para além do ufanismo, do fascismo e daqueles que acham que está tudo errado. É preciso começar de alguma forma: não dá para  desqualificar qualquer ação como inócua quando vejo a população em grande parte apoiando, não dá para ceder à ingenuidade e se armar até os dentes diante de qualquer crítica e só querer aplaudir os homens de preto.


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