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09 de julho de 2013, 16h26

Frente Nacional de Prefeitos comemora o lançamento do Programa #MaisMedicos

Governo Federal atende às reivindicações da FNP e lança programa “Mais Médicos”

Por: Rodrigo Eneas, Frente Nacional de Prefeitos

08/07/2013

A presidenta da República, Dilma Rousseff, lançou hoje (08), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o programa “Mais Médicos para o Brasil”. De acordo com a presidenta Dilma, a prioridade do programa é atender as periferias das grandes cidades e os municípios do interior, especialmente das regiões Norte e do Nordeste do país. O programa atende às reivindicações da Frente Nacional de Prefeitos, que em janeiro deste ano lançou a campanha “Cadê o Médico?”, na qual reivindicava ações imediatas do Governo Federal para a contratação de mais médicos para o programa Saúde da Família do Sistema Único de Saúde.

O evento contou com a presença de várias autoridades, entre ministros, governadores, e secretários municipais de saúde. Diversos prefeitos que integram a Diretoria da FNP estiveram presentes. O presidente da FNP e prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati, o segundo vice-presidente da FNP e prefeito de Aparecida de Goiânia (GO), Maguito Vilela, e o Coordernador Institucional da FNP e prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda, o secretário-geral e prefeito de São Bernardo do Campo (SP), vice-presidente para assuntos de Políticas para as Mulheres da FNP e prefeita de Cubatão (SP), Márcia Rosa, e o prefeito de Caxias do Sul (RS), Alceu Barbosa. Prefeitos de várias capitais também participaram do ato.
O Programa

Segundo Dilma, o “pacto pela saúde contempla a aceleração dos investimentos já contratados para melhorar a estrutura da rede pública do Brasil”. Ela afirmou que o Governo Federal está investindo R$ 7,4 bilhões na construção, reforma e compra de equipamentos para postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, e os hospitais.

“Este programa atuará seguindo três eixo: acelerar o investimento em equipamentos e estrutura médica; Formação de médicos; e esforços imediatos para suprir a falta de médicos no país”, explicou Dilma.

A presidenta disse ainda que Governo Federal vai autorizar a vinda de médicos estrangeiros, que deverão trabalhar exclusivamente nos postos de saúde por um período de três anos.

“Nós sabemos que os nossos médicos estão comprometidos com a qualidade do serviço público, mas, infelizmente, eles ainda são em número insuficiente para garantir atendimento em toda a rede pública de saúde. Essa falta de médicos é um problema muito sério, que irá ficar mais grave na medida em que aumentamos os investimentos na construção de novas unidades de saúde”, completou Dilma.

Formação

Durante a cerimônia de lançamento, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, também defendeu a medida de importar médicos, ao comparar os dados de pessoas que se formam nos cursos no país com o de outros países e principalmente com o total de médicos em comparação à população. “Por dez mil habitantes, o Brasil tem um número de estudantes muito baixo. Menos que os Estados Unidos e a Inglaterra, abaixo da Austrália e similar ao do Canadá, que importa médicos”.

O ministro afirmou que o objetivo é aumentar o número de vagas nos cursos de medicina, principalmente em residência, e descentralizar os locais que oferecem as vagas. “Até 2017, serão abertas mais de 1800 vagas nos cursos de medicina no país. Além disso, mais 60 municípios receberão o curso, aumentando para 117 o número de municípios brasileiros com graduação em medicina no país”, frisou.

Investimentos

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que com o investimento de mais de 7 bilhões de reais serão destinados par a construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h)  e de 15977 Unidades de Básicas de Saúde. “O Ministério já recebeu o sinal verde para investir em mais 225 UPAs 24 horas; disponibilizará mais 2 bilhões nos hospitais universitários; abrirá mais 1.292 vagas pra residência médica nas regiões Norte e 4 mil na Nordeste”, explicou Padilha.

Com a implantação do programa, o Brasil saltará de 374 mil médicos para 600 mil até 2026, conforme explicou o ministro Padilha.

Atuação da FNP

A presidenta Dilma agradeceu ao presidente da FNP, José Fortunati, por trazer a demanda dos municípios para o debate com o Governo Federal. “Agradeço ao presidente da Frente Nacional de Prefeitos a coragem de propor um programa como o ‘Cadê o Médico?’, e colocar na agenda do Governo Federal essa demanda tão importante para o povo brasileiro”, disse a presidenta Dilma Rousseff, durante seu discurso acentuando a importância da campanha da FNP por mais médicos.

O presidente da FNP ratificou o apoio da entidade com o programa “Mais Médicos”. “Entendemos que este momento, presidenta Dilma, passará para a história. Com toda certeza, com todos os esforços que os municípios fazem no investimento na área da saúde, seriam em vão se não se investirmos na formação do profissional e na acolhida aos profissionais que vêm de outros países. Somos ardorosos defensores do Sistema Único de Saúde (SUS), mas precisamos dos instrumentos para que este modelo de saúde funcione, que são os médicos e profissionais da área”, disse Fortunati.

“A FNP não somente quer ratificar, mas endossar, agradecer e aplaudir sua atitude, senhora presidenta. Somos parceiros na busca e concretização deste projeto”, finalizou José Fortunati.

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