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11 de setembro de 2010, 11h21

Leitor Irani: Bom é para todos nós, que o Estado continue como ele está, ou seja, laico

Reproduzo comentário do post: Fundamentalismo proselitista do Pastor Paschoal Piragine prega intolerância e a vende como liberdade religiosa.

É muito bom constatar que pastores como Paschoal Piragine e bispos como os da região Sul da CNBB falam cada vez mais para si mesmos. Muitos cristãos, sejam os das Igrejas Evangélicas, sejam católicos não pensam e não dão carta branca para seus líderes religiosos.

Por: Irani

Falando dentro  de uma visão religiosa, ele utilizou um vídeo abordando temas que são relevantes a vários segmentos cristãos para que abordasse aquilo que de fato ele queria falar. Como todo verdadeiro cristão sabe, o púlpito não é um fórum. Se ele quisesse expor sua visão política, poderia ter feito uma reunião com a membresia e falar sobre isto, se fosse o caso.

Ao contrário disso, utilizou o púlpito para expor opiniões pessoais e ideológicas para atacar um partido e o que é pior, desprovido de informações verdadeiras. Meu irmão que é batista, me disse que a IB como instituição não apoia oficialmente ninguém, mas deixa a membresia à vontade. Por outro lado, um pastor batista ele não é pastor integral, ou seja, não é cem por cento dedicado ao trabalho, como é um pastor adventista por exemplo, que seu tempo é totalmente dedicado à obra. Um Pr batista ñ vive apenas do que recebe como pastor, mas pode exercer outra atividade além de pastor. Não sei se é o caso deste, mas o fato é que eles podem exercer suas atividades, além do púlpito.

Outro aspecto é que a forma batista é congregacional, ou seja, um Pr recebe não por aquilo que a obra paga, mas recebe de acordo com a Igreja que trabalha, pois é ela responsável pelo seu salário e demais custos como casa etc.

Lembrando que, na Guerra de Secessão Americana, houve um racha na IB, ficou, portanto, a IBT (Igreja Batista Tradicional e a Renovada. Não sei à qual ele pertence e não se pode julgar os irmãozinhos por conta disso aí. Mas de uma coisa eu sei: Não se utiliza o púlpito para fazer política. E não quero condenar nenhuma Igreja por conta disso, pois falhas existem em todas, mas mesmo com suas falhas elas são importantes, pois creio nisto.

Não posso julgá-lo porque não cabe a mim fazer isto, mas posso condenar sua atitude, que não é compatível com aquilo que ele conhece. Foi uma manipulação barata do Evangelho. Por outro lado, folgo em saber que ele não é inocente diante de Deus e o Senhor não tem prazer na morte do ímpio, mas antes que ele se arrependa e converta-se ao Senhor.

Quer dizer que combater a institucionalização da iniquidade é está presente para fazer leis que punam tais iniquidades? Bem, “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Não são todos os cristãos que pactuam com este tipo de fundamentalismo religioso, “Deus faz separação entre pecado e pecador”, já dizia Agostinho de Ipona. Mas desejo que o Pr reflita nisso que ele disse e possa se corrigir, pois ele está pregando o preconceito e a intolerância, à semelhança daquele colega seu que pretende queimar o Alcorão.

A função primordial da Igreja é levar o Evangelho Eterno a todos os homens, para que eles sejam à luz do mundo. A Igreja de Cristo, não tem e nunca teve papel desagregador ou preconceituoso.

Quando a adúltera foi levada a Cristo, queriam saber a sua forma de julgar. Se ele dissesse que deveria fazer o que dizia à Lei, não teria misericórdia. Se ele dissesse que não deveria obedecer à Lei, seria acusado de perturbador da ordem. Portanto, o Juiz de toda à Terra mostrou como funciona à Sua Justiça “Aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra”.

Não cabe ao homem julgar caráter, mas cabe a ele julgar atitudes e atitude do Pr. ainda que ele utilize a Cristo, não é compatível com os ensinamentos de Cristo,infelizmente. O que difere um cristão é está pronto sem fugir dos ensinamentos de Cristo, mudar de atitude, quando percebe que a que escolheu a priori, não condiz com o que cremos e nos relacionamos, ou seja, policiarmos a nós mesmos. Bom é para todos nós, que o Estado continue como ele está, ou seja, laico.


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