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11 de julho de 2013, 12h38

Luís Fernando Tófoli: “Sou médico e professor de Medicina e concordo com os vetos presidenciais à Lei do Ato Médico, em respeito ao SUS”

Sou médico e professor de Medicina e concordo com os vetos presidenciais à Lei do Ato Médico, em respeito ao SUS.

Por: Luís Fernando Tófoli, via Facebook

Quem me acompanha sabe que tenho criticado duramente posições imprudentes, negligentes ou apressadas que o governo Dilma vem tomando no campo da Saúde, especialmente no campo das políticas sobre drogas.

Não concordo com importação de médicos sem revalidação de diplomas, acho que o serviço civil de recém-formados ou estudantes precisa ser melhor discutido (uma medida provisória não é a melhor forma de se lidar com isso) e, acima de tudo, lamento a falta de verbas e sua correta gestão no SUS (consciente de que, aqui, a responsabilidade não é só do Executivo e não só da esfera federal).

Por outro lado, não concordo com as expressões raivosas e antipáticas que a comunidade médica tem usado nas respostas que tem dado a essas medidas. Elas variam do grosseiro ao arrogante, passando por construções infantiloides e politicamente ignorantes. Acima de tudo, a forma da discussão tem afastado a possibilidade de consenso com o Governo e com as demais profissões da saúde – em que pese também um Governo muito débil em sua capacidade de comunicação.

É em nome do trabalho interdisciplinar, multiprofissional e com vistas à integralidade à saúde no SUS que eu considero acertados os vetos que foram feitos à Lei do Ato Médico (veja quais foram aqui http://bit.ly/16ur6iR e leia a íntegra da lei aqui http://bit.ly/1349Dvr). Eles só aconteceram, aliás, pela dificuldade das diversas corporações de ofício em encontrarem um consenso. Não há dúvida de que uma regulamentação da Medicina do ponto de vista legal é importante, tendo em vista um plano de carreira público desta profissão, e uma lei neste sentido era importante e necessária.

Porém, a cobiça da corporação em definir o que era ‘exclusivamente seu’ foi grande demais, e estrategicamente exagerada. Os médicos forçamos demais e perdemos. Que isso sirva de lição para as reivindicações e lutas futuras: sejamos capazes de gerar consensos.

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