Preso ao poste, apanhou, escapou da turba dando uma aula de Revolução Francesa, mas não escapou da polícia

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Os leitores do Maria Frô nas últimas semanas leram a série sobre violência policial aqui no blog escrita pelo coletivo Sacode.

Conheceram uma série de prisões arbitrárias de manifestantes em São Paulo: um ativista do softwere livre foi preso por 'andar depressa', advogados sendo presos e espancados pela polícia por acompanharem manifestações de sem teto ou como André Biral por acompanhar manifestação contra prisões arbitrárias.

Viram que as PMs do Brasil foram denunciadas pela anistia internacional.

Viram também que com anuência da Justiça e do MP candidato tem a polícia invadindo casa de jornalistas e apreendendo equipamentos eletrônicos

A polícia não poupou sequer lançamento de candidatura de partidos institucionalizados

Os seguidores de Sheherazade criaram uma verdadeira Ku-klux-klan brasileira com a anuência da polícia e há estados no Brasil onde os direitos civis não valem nada.

A notícia de hoje se não fosse trágica seria uma piada, uma pessoa, professor de história, negro, esportista, foi salvo do linchamento porque no meio do desespero conseguiu provar pra turba que se sentia no direito de fazer Justiça com as próprias mãos que ele não era ladrão (apesar de ter a cor da suspeição para a mente dos racistas), ele apanhando, amarrado em um poste deu uma aula de história sobre revolução francesa para a turba que o agredia. Quando a polícia chega e pensamos que vai garantir a segurança pública, no máximo acompanhar o rapaz que sofreu este nível brutal de violência de fazer inveja à Ku Klux Klan ele é preso pela polícia!

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Professor negro é linchado e preso com base em ?suspeita?

No Brasil, o negro é culpado por suspeita

Da Página do PCO, e também em O Globo, matéria de Julianna Granjeia

02/07/2014

professor Professor André Luiz: culpado por ser negro.

Uma onda de linchamentos assolou o Brasil no último período, tendo destaque o caso do jovem negro espancado e acorrentado nu por “justiceiros” na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O último a escapar da morte foi o professor André Luiz Ribeiro, que foi acusado por um dono de um bar de ser um assaltante. Capturado por outras pessoas, o professor apanhou até provar que não era bandido ao improvisar uma aula de Revolução Francesa, e os linchadores desistirem da ação. Mesmo assim o rapaz foi levado para delegacia.

Ele fazia cooper pelas redondezas do bairro, o que ele costuma fazer com regularidade. Até ser abordado por um grupo de pessoas que o acusaram de ter assaltado um bar na região. Assim como o rapaz do Rio de Janeiro, o professor foi acorrentado num poste e espancado.

Os bombeiros chegaram, mas só se convenceram da história do professor, que falou da Revolução Francesa para se livrar da morte.

André disse que “a França era o local onde o antigo regime manifestava maior força, e que a burguesia comandou uma revolta junto com as causas populares, e que havia fases da revolução. Falei por uns três minutos e perguntei se já estava bom. Aí me desacorrentaram, mas fui levado para a delegacia”, contou em entrevista ao jornal O Globo.

“Eu corro dez quilômetros todos os dias, estava de fone de ouvido, sem identificação porque moro por perto, e fui confundido com um dos três assaltantes. O dono do bar e o filho dele me acorrentaram. Umas 20 pessoas me cercaram e começaram a me bater. Acorrentaram meus braços e pernas e me colocaram de barriga para baixo na rua”, disse.

Escapou da morte, mas não da polícia

O negro no Brasil é culpado por suspeita. É obrigatório que o negro tenha alguma passagem na polícia, por isso, o dono do bar confirmou que o professor era mesmo o assaltante do bar, e a polícia, por sua vez, deixou o rapaz preso por dois dias.

Segundo o proprietário do estabelecimento, “eu gritei que era ladrão e a população da rua foi atrás dele”.  Disse que a culpa era de André por da a mancada de correr no “meio de bandidos” na hora do assalto. Em depoimento André disse que, durantes as agressões, o dono do bar afirmou que “iria buscar um facão”.

Acusado, linchado e preso por dois dias... a Ku Klux Klan brasileira

O linchamento é um departamento extraoficial da Secretaria de Segurança Pública. Por isto a Secretaria declarou em nota que “o professor foi preso em flagrante em cumprimento do artigo 302 do Código Penal, já que a vítima o reconheceu como um dos participantes do roubo ao estabelecimento comercial em duas oportunidades. A Justiça concedeu liberdade provisória ao acusado”. Aí está, basta apontar o dedo para um negro que todo o trabalho será feito, linchamento e, se escapar da morte, será preso. Não existe necessidade de prova para prender negros.

A “sorte” de André é que ele conseguiu escapar da morte por ser professor. Outros tantos teriam sido mortos por suspeita. Ou estariam apanhando na delegacia até agora, para depois ser levado para um centro de detenção provisória. Daí seria chamado a julgamento e sentenciado, com base no que disse o dono do bar. A Ku Klux Klan brasileira copia a americana, racistas com gente dentro da polícia.

Nos EUA, a KKK só reduziu os ataques quando o negro se ergueu em organizações para a autodefesa, como os Diáconos pela Defesa e Justiça. A mesma é a saída para a realidade brasileira, ainda com mais razão, tendo em vista que o negro é a maioria da população.

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