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10 de julho de 2010, 02h43

Rogério Tomaz Jr: Quantos Josias e Nanis valem uma prostituta?

Eu respeito as prostitutas, elas são profissionais do sexo, fazem seu trabalho com certa dignidade. Bem pior é o jornalismo prostituído que sequer prazer dá aos seus leitores.

Trago do blog Conexão Brasília-Maranhão um texto sobre a charge de Nani e o jornalismo praticado por Josias de Souza. Preparem o estômago.

Quantos Josias e Nanis valem uma prostituta?

Por: Rogério Tomaz Jr

Tem gente que conhece muito bem, mas insiste em (ou finge) esquecer o significado político dos Julgamentos de Nuremberg.

Não tenho a menor dúvida de que o chargista Nani e o jornalista Josias de Souza têm plena noção de que o Tribunal que julgou os crimes do Nazismo expressou o sentimento internacional de rejeição absoluta às concepções nas quais se baseava o regime de Hitler.

A base ideológica de sustentação do Estado nazista situava-se no racismo e nas outras formas de preconceito e discriminação contra todos os povos e grupos sociais que os arianos consideravam inferiores — e, portanto, merecedores de dominação.

Contra esse tipo de pensamento — ainda existente em muitas mentes supostamente sãs, sobretudo no PIG — a humanidade se insurgiu na II Guerra, nos Julgamentos de Nuremberg e, mais ainda, na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

É por isso que não se pode confundir “liberdade de expressão” com disseminação de quaisquer tipos de preconceitos. Simplesmente não é tolerável!

Tampouco é admissível o uso da máscara do “humor” para esconder ou minimizar esse tipo de prática.

E também não adianta vir gente como o Reinaldo Azevedo — a escória da escória da humanidade — dizer que a crítica aos atos preconceituosos é a “patrulha do politicamente correto”. Aliás, se tivesse vivido na época da II Guerra, Reinaldo Azevedo teria sido réu em Nuremberg, fácil, fácil. A dúvida é se ele entraria na fila antes ou depois de Rosenberg, o principal teórico do Reich.

A charge do Nani retratando Dilma Roussef como prostituta — a pretexto de criticar a aliança da candidata à presidência — só não é mais abjeta do que a reprodução feita pelo Josias de Souza em seu blog ontem (8).

Os nazistas adoravam preconceitos

Nani e Josias, como bobos da corte, garantem o sorriso de gente que cultiva as mesmas teses dos oficiais de Hitler. Gente que detesta a massa do Bolsa Família, mas se enxerga e se vê representada na “massa cheirosa” da Eliane Cantanhêde.

Com o seu “trabalho”, conscientemente ou não (creio na primeira opção), Nani e Josias — tal qual o goleiro Bruno e seus comparsas, ou como os assassinos do adolescente Alexandre Ivo Rajão, morto por ser ligado a uma entidade de defesa dos direitos de gays, lésbicas, travestis e transsexuais — alimentam o que de pior existe nos seres humanos: a aversão e a repugnância ao diferente.

Além de alimentar o estigma carregado pelas prostitutas, Nani e Josias se valem desse mesmo estereótipo para violentarem simbolicamente não apenas a candidata petista, mas todas as mulheres que ousam enfrentar, de cabeça erguida, um mundo ultramachista para manterem intacta a sua dignidade.

E olha que do Josias não se pode esperar coisa muito diferente. Logo ele, que já escreveu matérias na Folha de São Paulo usando recursos do Incra de F(MI)HC para atacar o MST, reproduz uma referência à prostituição. O episódio das matérias da FSP pagas pelo Incra lhe rendeu o merecido apelido de Josincras de Souza (clique aqui).

Afinal, como se chama jornalista que é pago(a) pela fonte para fazer matéria favorável aos interesses desta? Não chame de prostituto(a), porque as profissionais que desempenham este ofício possuem muito mais dignidade e firmeza de caráter.

Talvez entre os conhecedores da psicanálise haja quem aponte na nota do Josias uma “projeção” deste sobre quem ele pretendia criticar.

E é bom lembrar que o Josincras é reincidente nesse tipo de jornaZismo. Veja o que ele publicou em fevereiro de 2009, criticado pelo Blog da Cidadania:

Um filho de chocadeira

JornaZismo de escriba vendido

Sou casado e tenho quatro filhos, sendo três mulheres. Tenho também uma neta. Além disso, tenho mãe, o que não parece ser o caso desse infeliz desse blog abjeto que aparece na imagem acima, desse empregadinho da mídia golpista, desse sujeitinho à-toa que acha que a escolha dessa manchete para uma matéria relativa a foto mostrando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-prefeita Marta Suplicy, é coisa de homem. Eu não acho. Como filho, esposo, pai e avô, tenho, ao todo, seis bons motivos para não descer a esse ponto na guerra política, ao ponto a que desceu esse degenerado sem mãe.

Eduardo Guimarães – Blog da Cidadania

Sigamos. Assim como os nazistas alemães, os seus seguidores brasileiros serão (novamente) derrotados… nas urnas.


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