Milos Morpha

por Cesar Castanha

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02 de março de 2011, 23h27

Bruna Surfistinha

A história da pseudo “prostituta mais famosa do Brasil” ficou famosa durante a segunda metade da década de 2000 através da auto-biografia “O Doce Veneno do Escorpião”. O livro foi um best seller instantâneo, talvez pela já construida fama de sua autora, talvez pelo tema polêmico. O ápice deste momento de celebridade é a realização de uma produção cinematográfica. Com Deborah Secco no papel principal, o filme tem tudo para ser um sucesso de bilheteria, e já o é.
“Bruna Surfistinha” cai nos mesmos buracos que atormentam a maioria do cinema brasileiro. A falta de um gênero certo e própio é uma delas. Não falo do longa ser só drama ou só comédia, ele não se encaixa nem no famoso meio termo da “dramédia”. No momento em que um filme escolhe seu gênero não é o roteiro quem deve permanecer nele constantemente e sim a fotografia, a edição. Se esses elementos transitam entre gêneros o filme perde um pouco da identidade e vira só uma história.
Outro grande problema da película é a atriz protagonista. O roteiro da várias oportunidades para Deborah Secco se superar, se mostrar grande atriz. O papel é forte e com várias nuances nem um pouco simplistas pois Bruna não é uma personagem linear. O texto humaniza perfeitamente a garota de programa, Secco no entanto não permite uma identificação com o lado humano de surfistinha, ela parece estar em fuga da personagem criada. O resto do elenco, por sua parte, permanece íntegro e coeso, atuações pequenas e marcantes, sem deixar a desejar.


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