Milos Morpha

por Cesar Castanha

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15 de agosto de 2009, 16h50

Crítica: Brüno


Uma década atrás Sacha Baron Cohen estreiou seu programa de TV: Ali G. O Show expirava genialidade, por ser pouco conhecido na Inglaterra (local de origem), Baron Cohen era livre para entrevistar pessoas fantasiado de qualquer um dos seus três personagens, fazendo os entrevistados pensarem fazer parte de algo sério. Em 2001 ele faz o lançamento de seu primeiro filme, Ali G Indahouse, uma comédia bastante comum. Palavra que não pode ser repetida ao se falar de Borat, filme lançado 5 anos depois pelo ator. Borat procurava expor a selvageria e a hipocrisia que existe nos homens, missão cumprida, o filme era uma obra na comédia cinematográfica junto a Monty Phyton e Charles Chaplin (ironicamente, ambos também britânicos).

O problema? Borat deu certo até demais. O personagem ficou conhecido no mundo inteiro, impossibilitando uma continuação com o mesmo formato. A saída é o personagem menos famoso de Baron Cohen, aquele que tinha menos quadros no Ali G Show, Brüno. Enquanto Borat explorava a xenofobia norte americana, Brüno explora a homofobia no mesmo país. O objetivo talvez tenha sido ainda melhor alcançado do que o do seu antecessor.

Larry Charles manteve a fórmula de Borat, onde o personagem viaja a américa com um ajudante fazendo diversas constrangedoras entrevistas, e proporcionando as mais bizarras situações. Porém, a busca de Brüno é mais ampla, ele quer a fama. A partir dessa ideia o filme é uma peça de genialidade, pra começar ele tenta um piloto do seu próprio programa, contendo uma sensacional entrevista com Paula Abdul, jurada do American Idol, ela se senta sobre uma mexicano de quatro e fala sobre seu projeto humanitário.
Ao falhar o plano, Brüno viaja para o oriente médio para ter fama ao trazer paz no local. Juntando o ministro da Palestina com o de Israel, insistindo que eles devem fazer um acordo de paz. A cada projeto que falha ele tenta algo novo: adotar um bebê africano, gravar uma sex tape com um político, etc. O seu limite? Perceber que a maioria dos famosos são Héteros. Então Brüno está decidido a virar hétero.

O filme supera Borat em muitos pontos, não é por nada, as cenas de Borat eram em uma esmagadora maioria feitas pelo acaso das diversas entrevistas, Brüno têm um roteiro estruturado, o que não impede o ridículo de alguns entrevistados se exporem. Tanto Brüno como Borat mostraram que a hipocrisia existe e está em todo o lugar.


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