Milos Morpha

por Cesar Castanha

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15 de julho de 2009, 10h56

Crítica de: Harry Potter e o Enigma do Príncipe


Muitos concordam que o livro do qual esse filme em particular foi adaptado resulta em ser o mais fraco da série de livros escrita por J.K. Rowling, devido a esse fato muitos fãs (no que eu me incluo) não esperavam maravilhas, porém receberam algo que pode ser talvez ainda melhor que a obra original. Ou essa bendita frase foi um fruto da empolgação deste fã em particular.

O sexto filme, já a partir da primeira cena, quebra a velha fórmula dos filmes de Harry Potter. Não começa na casa dos Dursley, nem na toca, sequer começa com aquela musiquinha conhecida por todos. E, ainda ao desenrolar da história é bastante perceptível o quanto a história mudou. Hogwarts como escola é pouco destacada, ela passa a ser um palco para vários acontecimentos, apenas um palco. Não é um sexto filme, é na verdade o primeiro da trilogia que fecha a saga que marcou os últimos 11 anos.

David Yates é um diretor bastante respeitável, é óbvio a melhora na atuação do trio principal, Emma Watson recuperou o controle da personagem de Hermione, fazendo mais como a original, Daniel Radcliffe está aceitável no papel de Harry Potter e Rupert Grint (talvez o melhor dos três) sofre com o roteiro de seu personagem. O diretor também acrescentou cenas, excluiu outras, sempre sendo responsável ao fazer esse tipo de coisa. É um filme sim bem diferente do livro, mas tá na hora de alguns fãs encararem a diferença entre cinema e literatura.

Vale lembrar que Harry Potter não tem mais 11 anos, e ele também já passou pela fase do primeiro beijo, o romance nesse filme está mais forte, e não é só Harry que está sofrendo de amor. Embora algumas cenas do tipo tenham sido bem piegas (aquele biquinho ainda vai ser clássico).

Na questão técnica não pode se dizer muito contra o filme, a direção de fotografia foi tão boa que me fez lembrar um certo prêmio que rola no início do ano que vem. Hogwarts não é mais um lugar ensolarado onde o trio de amigos passeiam ao redor do lago e vão visitar o amigo guarda costas, a escola assume uma postura mais gótica mas também não é muito escuro, ou seja, na medida certa.

Essa história toma lugar no início de uma guerra entre os bruxos, Voldemort e os comensais da morte estão causando morte e destruição tanto para bruxos quanto para trouxas. Nem mesmo Hogwarts é tão segura quanto antes. Dumbledore, diretor da escola, dedica seu ano a preparar Harry no combate contra Voldemort, você pode pensar que essa preparação inclui Harry aprendendo a usar magia mas não é bem isso, a ideia é que ele conheça mais do passado do seu inimigo. Para tanto é crucial a presença de Horácio Slughorn (Jim Broadment, ótimo) como professor da escola. Enquanto isso Draco Malfoy (Tom Felton, sempre o melhor dos jovens atores) está cumprindo o dever com o seu amo.

Quando se tem aula de redação você aprende o que é necessário para a construção de uma história. Um começo no cotidiano, um pré clímax, um clímax, e o retorno para o cotidiano. Esse filme vai até o clímax e é então interrompido, para saber o final espere um ano e meio, ou melhor, dois.

Por: Cesar Castanha


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