Drácula de Bram Stoker

É bem verdade que histórias de vampiro têm recebido tratamento especial desde Nosferatu, ainda no cinema mudo. Mas de todos os filmes feitos poucos deram certo, bizarrices constantes e mudanças na lenda original são permitidas, desde que se mantenha o tom sombrio com o qual Stoker deu vida a Drácula.De todas as histórias vampirescas, só […]


É bem verdade que histórias de vampiro têm recebido tratamento especial desde Nosferatu, ainda no cinema mudo. Mas de todos os filmes feitos poucos deram certo, bizarrices constantes e mudanças na lenda original são permitidas, desde que se mantenha o tom sombrio com o qual Stoker deu vida a Drácula.
De todas as histórias vampirescas, só três se salvam, os maravilhosos contos de Anne Rice, a série True Blood, e a espetacular adaptação de Francis Ford Coppola. (E só, então me desculpem as fãs do pó de arroz Edward, mas Crepúsculo é horrível)
No fim do século XIX um advogado (Keanu Reeves, sempre constrangedor) é mandado para a Transylvania com a finalidade de trabalhar para o Conde Drácula (Gary Oldman, melhor atuação de sua carreira), a partir daí começa uma sucessão de coisas estranhas dentro e fora do castelo de Drácula. A noiva do advogado Mina (Winona Ryder) termina se deixando apaixonar pelo próprio Drácula, o mesmo transforma a amiga dela em vampira.
No resultado o filme é tão bom que a atuação super-hiper-constrangedora de Reeves nem põe peso negativo.

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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

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