Geração 2000 – Batman

Estamos em 2009, último ano de uma década que ficará em alguns anos conhecida como os anos 2000. Propõe-se aqui fazer uma viagem nesses anos, lembrando o que os marcou no cinema, na música, na tv, etc. Para começar a seleção, nada mais apropiado que a ainda atual discussão sobre os novos filmes do Homem-Morcego. […]


Estamos em 2009, último ano de uma década que ficará em alguns anos conhecida como os anos 2000. Propõe-se aqui fazer uma viagem nesses anos, lembrando o que os marcou no cinema, na música, na tv, etc. Para começar a seleção, nada mais apropiado que a ainda atual discussão sobre os novos filmes do Homem-Morcego.

Os anos 90 foram os anos do Batman nos cinemas. Dando continuidade a saga iniciada em 1989, com o coringa de Nicholson, Batman o retorno foi um filme que se mostrou a melhor adaptação do Batman até então. Já a sua continuação, Batman Eternamente, tinha um sinal vermelho estampado no fim do filme. Infelizmente esse sinal passou despercebido pelos produtores da saga que ainda fizeram uma constrangedora continuação. Batman & Robim é talvez o pior filme dos anos 90: George Clooney e o bat cartão, George Clooney e os mamilos, George Clooney e o governador da california, Uma Thurman e o governador da california contra George Clooney. Isso tudo prova que mesmo os melhores atores têm uma irreverssível mancha em suas carreiras.

Pórem o passado é passado, o post é dos anos 2000 e não dos anos 90, e foi nos anos 2000 que o omelete deu a seguinte notícia: Entra batman beyond sai batman ano um. Hoje sabemos que (ainda bem) aconteceu justamente o contrário. Quando descoberto que na verdade o que ia acontecer mesmo era o Ano Um, começou a especulação de diretores, Darren Aronofsky entre eles. Aronofsky pretendia reinventar a franquia do morcego, ela foi reinventada, só não por ele. Por volta de 2001 começaram a aparecer boatos de que o Ano Um havia sido cancelado pra dar lugar ao cavaleiro das trevas ou batman do futuro, ainda especulavam que o ator que interpretaria Batman em Ano Um seria Jude Law. Pouco depois desse boato saí a notícia da confirmação: Batman Ano Um teve o roteiro recusado, o projeto foi então cancelado, o diretor do novo projeto seria então Kevin Smith, esse boato foi logo desmentido pelo próprio Kevin Smith. Em 2002 as atenções ao redor de Batman Ano Um sedem para poder dar devida importância a Batman & Superman, projeto que nunca saiu. Mas é finalmente nessa época que Christopher Nolan assume o projeto do Batman. Os rumores se voltarão para quem seria o vilão e quem interpretaria o Batman, Guy Pearce foi o primeiro candidato, o ator no entanto recusou o papel, Ashton Kutcher foi aceito como possível protagonista (????), não preciso nem dizer porque não aconteceu né? Hugh Dancy foi o terceiro possível Batman no intervalo de 6 meses. Quando já estavam próximos de achar o ator certo o estúdio anuncia o nome do novo Batman: Batman Intimidation. E é finalmente em 2004 que uma notícia da Warner anuncia que o novo Batman de chama Batman Begins, e a partir daí a produção começa. Ainda com o primeiro em produção é anunciado o segundo filme, esse sim seria Batman o cavaleiro das trevas. Em 2007 a primeira imagem do coringa mostra como Nolan já superou a saga fantasiosa de Burton, os dois Batmans são pessoas bem diferentes. E esse coringa não lembraria em nada o coringa de Nicholson.

Goste ou não, é fato que os dois filmes de Nolan mudou a cara do Batman no cinema. A atuação de Heath Ledger como coringa no segundo filme vai entrar para a história do cinema. Assim também será com a frase Why So Serious.

Confira nesse post os pôsters de cada filme.

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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

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