quinta-feira, 24 set 2020
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Michael Jackson Mania e This is It

Todos têm histórias sobre onde estavam e como souberam da morte de pessoas importantes. Comigo (e Michael Jackson) não é diferente. Eu estava prestes a gravar no computador meu recém comprado CD de Hair com o objetivo de passar para o meu (finado) MP4, enquanto gravava decidi dar uma olhada numa de minhas favoritas comunidades do orkut quando me deparei com o seguinte tópico: “MJ sobe no telhado”. Com minha natural nerdice, pensei se tratar de Mary Jane (personagem do Homem Aranha) e cliquei para saber a notícia completa. O choque foi instantânio, fiz o melhor que pude para poder dar a notícia aos meus amigos antes dos meios de comunicação.
Foi a partir de sua morte que eu passei a conhecer sua música e entender sua importância na cultura mundial. Antes disso, a imagem na minha cabeça se resumia à Thriller e às acusações de pedofilias (hoje desmentidas). Desconhecia a genialidade pela inovação na música e na dança.

 O erro foi assistir This is It antes de conhecer a obra de Jackson. Resultado: achei chato, cansativo, mal editado, mal organizado, etc, etc, etc. Sempre penso em dar uma segunda chance agora que já estou por dentro do Rei do Pop e seus feitos. Para um fã, This is It deve ser a representação do show perfeito jamais realizado. Para um indiferente, apenas duas horas de tédio.

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.