Milos Morpha

por Cesar Castanha

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13 de Maio de 2010, 20h53

Milos Morpha Apresenta… O Rebu

Hoje, nossa imagem da teledramaturgia é de algo ruim, nos mais variados sentidos possíveis. Péssima narrativa, falta de criatividade, personagens vazios. Voltemos um pouco no passado e olhemos essa novela que, aparentemente, quebrou as regras do gênero, algo muito avançado até pros dias de hoje:

– Novela de Bráulio Pedroso, O Rebu representou uma ousada tentativa de inovação na teledramaturgia brasileira. Em sua mansão no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, o banqueiro Conrad Mahler (Ziembinski) organiza uma festa para recepcionar a princesa italiana Olympia Buoncompagni (Marília Branco). Ao amanhecer, os convidados descobrem um cadáver na piscina da mansão, e forma-se então o cenário perfeito para uma história policial.
– A grande surpresa estava na estrutura narrativa da novela: todos os seus 132 capítulos transcorriam durante 24 horas, em seqüência não-cronológica: a noite da festa e o dia seguinte, com a investigação policial. A ação se dividia entre as investigações da polícia e os acontecimentos ocorridos durante a festa, sobre os quais o telespectador era informado através das cenas em flashback dos personagens. Qualquer um dos 24 convidados e outras pessoas que estiveram na mansão durante a festa eram suspeitos.
– Outra novidade de O Rebu era que além da identidade do assassino e da razão do crime, questões mais ou menos tradicionais em uma trama policial, o telespectador também não sabia desde o início quem havia sido assassinado. Durante vários capítulos, o cadáver permaneceu na piscina, boiando de bruços. Pelos cabelos curtos da vítima, podia-se presumir que o corpo fosse de um homem, mas mesmo essa certeza deixou de existir depois que uma das cenas em flashback mostrou uma brincadeira acontecida durante a festa: algumas mulheres cortaram os cabelos e vestiram roupas masculinas. Só no meio da novela, através de uma tomada submarina, foi revelado que a vítima havia sido a jovem Sílvia (Bete Mendes).
– O próximo passo era desvendar a identidade do assassino, mas isso só foi possível no capítulo final, quando se revelou que o crime fora cometido pelo anfitrião Mahler. Ele matou a jovem por ciúmes dela com Cauê (Buza Ferraz), rapaz que vivia sob sua proteção.

Pois é, essa não passa no vale a pena ver de novo…


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